O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, saiu em defesa do governo federal nesta quarta-feira (17), ao rebater duramente uma nota da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que criticou a condução política do país em meio à crise gerada pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em vídeo publicado nas redes sociais, Fávaro classificou a nota como “estéril” e “desconectada dos avanços reais do país”.
A CNA afirmou que o Brasil voltou ao noticiário internacional não por suas oportunidades, mas por crises políticas internas. Fávaro reagiu com uma série de dados positivos: crescimento do PIB de 3,2% em 2023, previsão de 3,4% para 2024, queda no desemprego para 6,2% e aumento de mais de 11% na renda dos trabalhadores. “Não concordo com os termos utilizados pela CNA. Os números estão aí”, afirmou.
O ministro também ressaltou recordes na balança comercial, com superávits de US$ 98,9 bilhões em 2023 e US$ 74,6 bilhões em 2024. Destacou ainda a abertura de 393 novos mercados para produtos agropecuários, o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação e o avanço na agenda de energia limpa. “Graças à boa diplomacia, estamos expandindo nossas exportações, inclusive para os Estados Unidos”, afirmou.
Ao final, Fávaro convocou os cidadãos à reflexão: “Você, cidadão, já pode refletir e decidir: quem, de fato, está do lado do Brasil?”. A CNA, por sua vez, reiterou preocupação com o ambiente político e institucional, que, segundo a entidade, compromete a confiança do setor produtivo e afasta investidores.
































