MATO GROSSO

REAÇÃO DA ESQUERDA

PT tenta sobreviver em reduto bolsonarista e aposta em Rosa Neide para renascer em MT

Foto: Reprodução

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O PT tenta reorganizar suas forças em Mato Grosso e iniciar uma espécie de “renascimento político” em um dos estados mais resistentes à esquerda no país. Após sucessivas derrotas eleitorais e anos enfrentando forte rejeição popular, o partido aposta agora na articulação da ex-deputada federal Rosa Neide para reconstruir alianças, ampliar a presença no interior e tentar sobreviver em um cenário dominado pela direita conservadora e pelo bolsonarismo.

 

Os números das pesquisas eleitorais divulgadas neste mês de maio mostram o tamanho da dificuldade enfrentada pela esquerda no estado. Levantamento da Percent Brasil realizado entre os dias 30 de abril e 3 de maio apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com apenas 29,8% das intenções de voto em Mato Grosso, enquanto Flávio Bolsonaro lidera com 44,6%. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores e confirmou Mato Grosso como um dos estados mais conservadores do país.

 

A resistência ao PT também aparece nos cenários para o Senado. Pesquisa Real Time Big Data divulgada em maio mostra que Rosa Neide aparece com apenas 6% das intenções de voto em um dos cenários estimulados, atrás de nomes como Mauro Mendes, Janaína Riva, Carlos Fávaro e José Medeiros.

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Mesmo diante do cenário adverso, Rosa Neide intensificou agendas políticas e reuniões regionais desde o início de 2026. Em encontro partidário realizado em Cuiabá no último dia 3 de maio, a petista afirmou que o partido tenta mudar a estratégia adotada nos últimos anos. “Nós precisamos quebrar preconceitos e mostrar que o PT também sabe dialogar com Mato Grosso real”, declarou durante reunião com lideranças da federação de esquerda.

 

A estratégia do partido inclui justamente diminuir o tom ideológico e apostar em nomes considerados mais moderados. Dentro desse cenário, a médica Natasha Slhessarenko voltou a ganhar força como possível alternativa da federação para cargos majoritários. Pesquisa divulgada neste mês mostra Natasha aparecendo com 4,2% em um cenário para o Governo de Mato Grosso, índice ainda considerado baixo, mas suficiente para colocá-la entre os nomes lembrados pelo eleitorado.

 

Em entrevista concedida na semana passada, Natasha afirmou que Mato Grosso precisa “parar de viver apenas guerras ideológicas”. Segundo ela, a esquerda precisa reaprender a conversar com setores que historicamente se afastaram do partido nos últimos anos. “As pessoas querem discutir saúde, emprego, educação e custo de vida. O debate político virou uma guerra permanente”, declarou.

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Apesar das tentativas de reconstrução, dirigentes da própria federação admitem reservadamente que o desafio é gigantesco. Durante reunião interna realizada no dia 7 de maio, lideranças do partido classificaram o momento vivido pela esquerda em Mato Grosso como “o mais difícil da última década”. A preocupação maior é evitar que o PT perca ainda mais espaço na Assembleia Legislativa e na bancada federal em 2026.

 

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