MATO GROSSO

VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO

Prefeita defende debate político com respeito e critica ataques pessoais em plenário

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), fez um pronunciamento contundente durante entrevista à Rádio Cultura, onde anunciou que vai processar o vereador Samir Japonês (PL) por violência política de gênero. Segundo ela, uma ação judicial e partidária já está sendo preparada contra o parlamentar, que a chamou de “mentirosa” em uma sessão da Câmara Municipal, desencadeando grande repercussão pública.

Durante a entrevista, Flávia relatou que o episódio não foi isolado, mas sim parte de uma série de ataques e provocações feitas por Samir nas sessões do Legislativo.

“Depois do episódio, eu fui assistir todas as sessões da Câmara que ele participou, inclusive enquanto era vice-líder. Eu percebi que não era algo pontual. Ele já vinha me atacando há algum tempo”, afirmou a prefeita, com tom firme.

A declaração acendeu o debate sobre o machismo e a hostilidade enfrentados por mulheres na política, e provocou reações imediatas entre apoiadores e críticos nas redes sociais, dividindo opiniões sobre os limites do embate político e da liberdade de expressão no plenário.

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Flávia Moretti contou que a crise política com o vereador Samir Japonês (PL) começou após sua decisão de retirá-lo da liderança do governo na Câmara Municipal, motivada pela falta de alinhamento político e articulação nas pautas da gestão.

“Eu já não estava satisfeita com a atuação dele como líder. Esperava uma defesa da prefeita perante os vereadores, uma articulação política mais efetiva, e isso não estava acontecendo”, explicou Flávia, ao comentar que a postura do parlamentar acabou comprometendo a relação dentro da base governista.

A prefeita relembrou que o vereador Samir pediu desculpas até mesmo para outro colega, mas não a procurou pessoalmente e garantiu que vai tomar medidas legais e partidárias contra ele. Segundo ela, serão feitas representações criminal e interna no PL, que poderá inclusive resultar na expulsão do parlamentar. “Somos do mesmo partido e temos que manter fidelidade e respeito”, destacou.

Flávia Moretti, que é advogada, afirmou ter identificado brechas legais que permitem uma ação judicial contra o vereador Samir, mesmo com a imunidade parlamentar. Ela destacou que os ataques ultrapassaram o limite do debate político e configuram violência política de gênero.

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“Ele vem reiterando falas com diminutivos, reduzindo a figura da Flávia mulher. Isso é violência política de gênero, e a lei protege as mulheres nesse tipo de situação”, declarou, ressaltando que não pretende se calar diante do que classificou como ataques misóginos travestidos de críticas políticas

Ela afirmou ainda que respeita o papel fiscalizador dos vereadores, mas cobrou respeito e limites nas críticas, afirmando que “criticar a gestão é uma coisa; usar a tribuna para atacar a pessoa é outra”, e reforçou que o debate político deve ocorrer sem ofensas pessoais.

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