Os preços do petróleo voltaram a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta sexta-feira (13), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao risco de interrupção no fornecimento global de energia. O movimento pressiona os mercados internacionais e reacende preocupações com a inflação.
O barril do tipo Brent, referência internacional, subia 0,8% e era negociado a US$ 100,30, enquanto o WTI registrava US$ 95,98. Desde o início do conflito na região, a commodity acumula alta de cerca de 40%, saindo de níveis próximos de US$ 60 no começo de 2026 para patamares vistos pela última vez em meados de 2022.
Apesar da alta, os preços chegaram a recuar levemente após os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo russo que estava retido. O Tesouro norte-americano concedeu licença de 30 dias para aquisição de carregamentos já embarcados, medida que busca aliviar a oferta global.
O mercado segue atento ao risco de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo, o que aumenta a volatilidade. Analistas avaliam que a incerteza deve continuar no curto prazo, com possibilidade de novos impactos nos mercados financeiros e nas expectativas de juros nos Estados Unidos.
No Brasil, o governo anunciou medidas para conter efeitos da alta sobre o diesel, incluindo a zeragem de tributos federais e a criação de incentivo financeiro ao setor. A Petrobras informou que aderiu ao pacote, enquanto investidores acompanham os desdobramentos do cenário internacional e seus reflexos na economia global.
















