A personal trainer Débora Sander afirma que voltou a viver sob medo e angústia após a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidir, nessa terça-feira (10), reduzir a pena do ex-namorado, o policial Sanderson Ferreira de Castro Souza, preso em 1º de setembro de 2024 por espancá-la. Condenado inicialmente a 15 anos e 9 meses em regime fechado, ele teve a pena reduzida para 1 ano e 9 meses em regime aberto, após reforma da decisão que o condenava por estupro, e poderá ser solto.
Débora contou que soube da decisão pela imprensa e que, na manhã de quarta-feira (11), passou a receber mensagens de colegas questionando o caso. “Eu entrei em pânico, inclusive agora estou indo ao Ministério Público para entender os motivos, soube que foi por falta de provas, então o que a Justiça precisa é de um corpo para ter provas?”, desabafa. Segundo ela, o ex-companheiro continuará na corporação e sem monitoramento por tornozeleira.
A personal afirmou que o processo tramitava em segredo de Justiça, mas que agora pretende tornar públicos prints e fatos do processo. “Sempre luto para que as mulheres denunciem (…) e agora 3 homens deram o veredito, então tem algo de estranho nisso tudo. Vou continuar cobrando e vou atrás das instâncias superiores, o próximo passo é recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Não me importo mais de ser exposta, não vou ficar esperando ele me matar”, declarou.
A decisão foi relatada pelo desembargador Lídio Modesto da Silva Filho e acompanhada pelos desembargadores Juvenal Pereira da Silva e Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, em sessão virtual. Débora afirma temer que o ex volte a procurá-la. “Ele não tem mais nada a perder, imagina ele, novamente com uma arma… A Justiça só está mostrando o caminho para onde ele vai, me matar ou alguém da minha família”, disse.



































