Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, afirmou à Polícia Civil que não se lembra do momento em que matou o filho, Davi Lucca da Silva Lemos, de 2 anos, em Sorriso, a 420 km ao norte de Cuiabá, na última sexta-feira (2). Preso em flagrante após tentar suicídio, ele teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.
Segundo a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, Rairo relatou em depoimento que teve um “apagão” após ingerir whisky com energético e só se recorda do momento em que escrevia uma carta de despedida. Ele disse que o menino estava na cama assistindo vídeos no celular e que acordou apenas já no hospital. O laudo de necropsia ainda não foi divulgado, e a vítima não apresentava lesões aparentes.
A principal hipótese é de que a criança tenha sido asfixiada pelo pai. Rairo foi autuado por homicídio por motivo fútil e majorado, por ser genitor da vítima, além de posse irregular de munições encontradas na residência. A mãe da criança ainda não foi ouvida, por respeito ao período de luto.
Na carta deixada para a ex-companheira, Rairo escreveu que “não aguentaria ver ela com outra pessoa” e declarou amor à mãe do menino, sem explicar o motivo do crime. O caso ocorreu após vizinhos acionarem a polícia por barulho e, ao entrarem na casa, encontrarem o suspeito ferido, o bebê desacordado e a carta. Davi chegou a ser reanimado no Hospital Regional, mas morreu, e o caso segue sob investigação.






























