Uma manhã que deveria ser de atendimento rotineiro se transformou em caos dentro da UPA Morada do Ouro, em Cuiabá, quando uma paciente de 32 anos avançou de forma violenta contra duas profissionais de saúde — uma técnica de enfermagem de 50 anos e uma médica de 36. A confusão, registrada em vídeo que circula nas redes sociais, revela lesões e marcas deixadas nas vítimas após o surto da mulher.
A paciente havia sido levada ao local pelo Samu por apresentar transtornos psiquiátricos e, inicialmente, estava apenas chorando. Mas a situação mudou rapidamente. Ao ser conduzida à sala de medicação, foi informada de que o espaço — lotado — só permitia a presença de acompanhantes de idosos e crianças. A simples orientação desencadeou uma explosão de fúria: a mulher passou a xingar a técnica de enfermagem e partiu para cima dela, tentando agredi-la. Mesmo sendo contida pelo marido, conseguiu se desvencilhar e correu em direção à médica, que entrou na sala após ouvir os gritos.
A médica foi atingida com tapas, socos e arranhões e teve até a roupa rasgada no ataque. Ela sofreu escoriações no braço e um hematoma no ombro. O tumulto só foi controlado quando o marido da agressora conseguiu segurá-la novamente. Em seguida, vítimas e testemunhas foram conduzidas à Central de Flagrantes, onde o boletim de ocorrência foi registrado.
A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá divulgou nota repudiando a violência e destacando que a equipe seguiu todos os protocolos técnicos, prestando atendimento com segurança e acolhimento. Segundo a pasta, a paciente já havia sido medicada no momento do ataque. A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, lamentou o episódio e reforçou apoio total à servidora agredida: “É inaceitável que profissionais que dedicam suas vidas a cuidar da população sejam alvo de agressões. Não toleraremos nenhum tipo de violência dentro das nossas unidades”.
O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, também condenou o ocorrido e pediu respeito às orientações médicas. “A equipe atuou corretamente e seguiu os protocolos. Violência nunca será o caminho, e estaremos ao lado da servidora para que este caso seja tratado com seriedade”, disse.






























