O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (25) a segunda fase da Operação Fake Export para aprofundar investigações sobre um esquema de sonegação fiscal envolvendo produtores rurais e empresas suspeitas de simular exportações para evitar o pagamento de impostos no estado.
A investigação é um desdobramento da primeira fase da operação, que identificou a criação de empresas de fachada e emissão de notas fiscais inidôneas para simular exportações de grãos. Segundo apurações, as empresas SB Indústria e Comércio de Cereais e ERC Importação e Exportação de Cereais teriam sido usadas no esquema.
De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda, foram identificadas notas fiscais de exportação sem comprovação da saída dos produtos do país. A força-tarefa constatou o uso de empresas “noteiras”, registradas em nome de laranjas, para dar aparência de legalidade às operações.
As investigações apontam que uma das empresas movimentou cerca de R$ 86,8 milhões, com R$ 42,9 milhões declarados como exportações sem comprovação. O prejuízo estimado levou à constituição de uma dívida ativa de aproximadamente R$ 34,4 milhões por suspeita de sonegação.
Nesta fase, 30 pessoas foram intimadas, incluindo administradores das empresas e produtores rurais que mantinham relações comerciais com os investigados. O objetivo é aprofundar a responsabilização e reunir novos elementos sobre o esquema.
Segundo o delegado Walter de Mello Fonseca Júnior, a operação busca desarticular estruturas criminosas e reduzir prejuízos ao erário. Já o promotor de Justiça Washington Eduardo Borrere destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos para fortalecer as investigações e acelerar a identificação de fraudes.































