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No campo, pais de MT transformam exemplo em legado para novas gerações

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No campo de Mato Grosso, a relação entre pais e filhos ultrapassa os laços familiares e também influencia a continuidade da produção rural. No Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), produtores da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) relatam como valores aprendidos dentro de casa seguem presentes na formação dos filhos e na sucessão das propriedades.

Para o conselheiro fiscal da Aprosoja MT, Raul Pruinelli, a paternidade representa um dos principais projetos de vida. Segundo ele, mais importante do que preparar os filhos para assumir a propriedade é oferecer condições para que construam a própria trajetória. “Construir uma família foi um marco muito importante na nossa vida. A expectativa de cada um de nós, depois do casamento, era justamente ser pai. Essa é a grande missão que temos: trazer um filho ao mundo, dar a ele todas as condições para se desenvolver, ser uma pessoa de bem e dar continuidade ao que construímos. Esse é o nosso grande projeto de vida”, contou.

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A convivência diária também transforma o exemplo em ferramenta de aprendizado. Para o delegado do núcleo de Sinop, João Marcos Bustamante, atitudes e valores transmitidos pelos pais formam o principal patrimônio deixado para os filhos. “A grande preocupação quando os filhos chegam é mostrar o caminho e dar o exemplo. O maior patrimônio que um pai deixa para os filhos é o exemplo, fazer o que é certo e mostrar os valores corretos. É isso que constrói uma base sólida para que eles possam seguir a própria caminhada”, contou.

A sucessão familiar aparece como consequência desse processo em propriedades onde pais e filhos dividem a rotina da lavoura. O delegado do núcleo de Sinop, Albino Galvan, atribui à geração anterior a base de sua trajetória no Estado, enquanto o produtor rural Célio Riffel vê nos filhos a continuidade do trabalho construído pela família. “Ser pai é motivo de muita satisfação e orgulho. Ver um filho nascer e crescer é algo muito especial. Sempre moramos no interior, e nossos filhos cresceram brincando na roça, acompanhando o nosso trabalho. Foi muito gratificante ver que eles passaram a gostar do que fazíamos. Hoje, meu filho segue os nossos passos e praticamente conduz a lavoura, enquanto eu fico mais na retaguarda. Isso é motivo de muito orgulho”, destacou.

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