A mulher de 37 anos presa por fingir ter 12 anos e ser acolhida por uma família em Joinville (SC) “sequestrou emocionalmente” as vítimas, segundo a Polícia Civil. De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, o casal que a acolheu tem entre 40 e 50 anos, idade próxima à da suspeita. Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa em flagrante na última terça-feira (2), teve a prisão convertida em preventiva e foi indiciada por falsa identidade e estelionato.
Amanda viveu por 14 meses como filha adotiva da família após procurar uma igreja e afirmar que havia fugido do Pará por sofrer maus-tratos. A investigação apontou, porém, que ela é natural do Ceará e utilizava uma história semelhante em outros estados para aplicar golpes. Durante o período, recebeu tratamento de adolescente, com festa de aniversário de 12 anos, quarto decorado, brinquedos e outros benefícios.
Segundo a polícia, a suspeita sustentava a farsa alegando falsamente ter autismo e outras condições clínicas. Ela afirmava que sua aparência adulta era consequência do uso forçado de hormônios na infância. Os investigadores também relataram comportamentos infantilizados, como uso de chupetas, mamadeiras e simulação de crises de pânico para atrair atenção e afeto.
A descoberta do golpe ocorreu após uma parente da família desconfiar da história, pesquisar o nome da mulher na internet e encontrar relatos semelhantes. Conforme a investigação, Amanda pesquisava formas de imitar o comportamento infantil e estudava características de adolescentes autistas para manter o personagem.
Em depoimento, a suspeita confessou ter aplicado o mesmo golpe em cidades do Paraná e Rio de Janeiro, além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em Santa Catarina, a Polícia Civil ainda investiga possíveis ocorrências envolvendo a mulher em Florianópolis e Chapecó. O defensor público nomeado para o caso informou que ela será submetida a exames de sanidade mental.





























