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Mudanças climáticas elevam riscos e pressionam seguro rural no agro brasileiro

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As mudanças climáticas já representam um dos principais desafios econômicos para o agronegócio brasileiro. Com secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e chuvas intensas cada vez mais frequentes, os prejuízos à economia nacional ultrapassam R$ 100 bilhões por ano, segundo estudo do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (CICEF). No campo, cresce a preocupação com a capacidade do setor de enfrentar perdas climáticas cada vez mais severas.

Levantamento da consultoria EY, realizado com 52 empresas da cadeia agroindustrial, aponta que 79% dos entrevistados classificam os riscos climáticos como altos ou muito altos. Apesar da crescente preocupação, a pesquisa revela que o setor se considera menos preparado para lidar com os impactos climáticos do que com qualquer outro desafio estratégico, justamente em um período de aumento dos eventos extremos nas principais regiões produtoras do país.

As perdas recorrentes em estados como Rio Grande do Sul e Paraná reforçam a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção financeira. No entanto, a cobertura do seguro rural ainda é considerada limitada no Brasil, agravada pela redução dos recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O cenário preocupa produtores, seguradoras e instituições financeiras que dependem da estabilidade da atividade agrícola.

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Nesse contexto, o resseguro ganha importância estratégica. O mecanismo funciona como uma proteção para as próprias seguradoras, permitindo que parte dos prejuízos causados por eventos climáticos de grande escala seja absorvida por empresas especializadas. Sem esse suporte, a oferta de seguro rural poderia ser reduzida, com aumento dos custos e restrições de cobertura em regiões mais vulneráveis.

Além das mudanças climáticas, a pesquisa também aponta a geopolítica como um dos principais riscos para o agronegócio brasileiro. Especialistas defendem que investimentos em inovação, agricultura de precisão, diversificação de mercados e ampliação dos instrumentos de gestão de risco serão fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade de um setor que responde por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

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