COMPROU BRIGA

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) voltou a polemizar sobre assuntos relacionados a ações pessoais do presidente Jair Bolsonaro. O vice disse “achar difícil” que o Senado acate o pedido de impeachment que o presidente Bolsonaro pretende acionar contra magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF). O general defendeu ainda que “não é questão de arrefecer ou colocar lenha na fogueira”. “O presidente tem a visão dele, ele considera que esses ministros estão passando dos limites aí em algumas decisões que têm sido tomadas, e uma das saídas dentro da nossa Constituição, que prescreve ali no artigo 52, seria o impeachment, que compete ao Senado fazer. Então, ele vai pedir para o Senado, vamos ver o que vai acontecer. Acho difícil o Senado aceitar”, apontou o general. A fala de Mourão deve jogar lenha na fogueira ente ele e o presidente da República.
ENCONTRO SECRETO
Hamilton Mourão confirmou que se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, na semana passada. Segundo o general, os dois conversaram sobre “temas da atualidade”. O encontro ocorreu na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal em 10 de agosto, mesmo dia em que a proposta de voto impresso auditável foi derrotada no plenário da Câmara dos Deputados. A reunião não esteve na agenda oficial de Mourão nem na de Barroso. Barroso teria marcado a conversa por estar preocupado com o risco de ruptura institucional.
HARMONIA

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira (16) que a Câmara dos Deputados é vigilante e soberana, sempre defenderá a harmonia e independência entre os Poderes e que o país precisa de mais trabalho e menos confusão. “O Brasil sempre terá no presidente da Câmara dos Deputados um ferrenho defensor constitucional da harmonia e independência entre os Poderes”, afirmou. A publicação de Lira ocorre após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar, no último sábado (14), que vai levar ao Senado Federal um pedido de abertura de processo contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.
ENTÃO TÁ, NÉ?

A CPI da Covid tem mostrado dificuldades para manter a atuação incisiva nesta volta do recesso. Como consequência, a narrativa da base do governo conquista cada vez mais espaço, o que ficou demonstrado no último depoimento da semana passada, quando o deputado Ricardo Barros (PP-PR) depreciou os trabalhos dos senadores e acusou o colegiado de ter afastado empresas interessadas em vender vacina para o Brasil. A saída será encurtar as oitivas e concentrar esforços na análise de documentos, apresentando um relatório sólido, com pedido de indiciamento de figuras relevantes do Executivo, incluindo o presidente Jair Bolsonaro. Na verdade, a CPI perdeu o rumo.
DINHEIRO DIGITAL
É incomum encontrar quem ainda vai a um banco sacar dinheiro para fazer pagamentos. As transações digitais, seja por meio de transferências, cartões ou Pix, facilitam o dia a dia e já fazem parte da rotina de muitos consumidores. E em alguns anos, os brasileiros terão mais uma forma de lidar com o dinheiro. Será lançado o real digital, que está atualmente em estudo pelo Banco Central (BC). O dinheiro digital será emitido pelo BC. O Banco Central diz que a criação do real digital não tem o objetivo de eliminar de vez o papel-moeda, mas a tendência é que seu uso se reduza mais. Será? Muita gente duvida!!!
REFORMA ADMINISTRATIVA

Centrais sindicais ligadas a partidos de oposição convocaram para a próxima quarta-feira, 18, um dia nacional de protestos e paralisações de servidores públicos contra matérias trabalhistas no Congresso: a proposta de emenda à Constituição (32/20) que trata da reforma administrativa e a medida provisória (1.045/21) que traz medidas emergenciais de emprego e renda. Entre os pontos da proposta de reforma que considera prejudiciais, o presidente da CSB, Antonio Neto, destacou dispositivos que atacam a estabilidade de funcionários públicos.
UM POR TODOS?

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que candidatos ao que vem se chamando de terceira via nas eleições presidenciais de 2022 precisarão estar unidos para que haja uma possibilidade de vitória. Ele afirmou que isso é necessário num cenário de polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mandetta se coloca entre os políticos candidatos a integrar essa terceira via e elenca também nomes como os dos tucanos Eduardo Leite e João Doria, governadores do Rio Grande do Sul e São Paulo, respectivamente, os ex-ministros Sergio Moro e Ciro Gomes (PDT) e o banqueiro João Amoêdo (Novo).














