Ex-presidente está em prisão domiciliar; neste domingo, foi autorizado a fazer exames e procedimentos no DF Star. Pedido de Moraes indica que retorno à casa não foi ‘imediato’.
Por G1
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu prazo de 24 horas, nesta segunda-feira, 15 de setembro, para a Polícia Penal do Distrito Federal explicar, em detalhes, a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro na ida ao hospital DF Star neste domingo, 14 de setembro.
No relatório, Moraes pede detalhes como o carro que transportou Jair Bolsonaro na ida e na volta; o nome dos agentes de polícia que o acompanharam no quarto; o “motivo de não ter sido realizado o transporte imediato logo após a liberação médica”. O prazo para resposta começa a contar quando a Polícia Penal do DF for notificada, o que pode acontecer ainda nesta segunda.
Imagens feitas pela TV Globo no domingo mostram que, ao deixar o hospital, Bolsonaro permaneceu em pé ao lado do carro da Polícia Penal por mais de 6 minutos – enquanto apoiadores do ex-presidente gritavam palavras de ordem e tiravam fotos (veja um trecho no vídeo acima).
EXAMES
O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou ao DF Star, na Asa Sul, por volta das 8h e deixou o hospital já no início da tarde, às 14h30. Segundo o boletim médico, lesões de pele foram retiradas cirurgicamente do corpo do ex-presidente. O hospital afirmou que Bolsonaro recebeu reposição de ferro por via endovenosa.
“O procedimento cirúrgico foi realizado sob anestesia local e sedação, e transcorreu sem intercorrências. Foi realizada a exérese [remoção] marginal de oito lesões de pele, localizadas no tronco e no membro superior direito”, diz o boletim.
Além disso, segundo o hospital, será realizada biópsia das lesões da pele retiradas neste domingo e uma avaliação do tratamento complementar para Bolsonaro. Segundo exames laboratoriais, Bolsonaro está com anemia – e uma tomografia do tórax mostrou “imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração”.




















