MATO GROSSO

DISPUTA EM MATO GROSSO

Michelle Bolsonaro aposta em “Rei do Porco” para vice de Wellington Fagundes

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A disputa pela formação da chapa de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso ganhou um novo capítulo e passou a envolver diretamente uma das principais figuras do bolsonarismo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) indicou o empresário Reinaldo Moraes, conhecido como “Rei do Porco”, para ocupar a vaga de vice.

 

A escolha não seria apenas uma indicação de nome, mas uma tentativa de reorganizar forças dentro do grupo político. Reinaldo é visto como um aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e possui trânsito entre setores mais próximos do bolsonarismo no Estado.

 

O empresário disputou o Senado na eleição suplementar de 2020 e, durante a eleição presidencial de 2022, participou das articulações políticas e da construção de palanques favoráveis a Bolsonaro em Mato Grosso. Agora, seu nome surge justamente em um momento de forte disputa interna pela composição da chapa.

 

A movimentação ocorre após Wellington anunciar uma aliança com o MDB da candidata ao Senado Janaina Riva. A aproximação desagradou parte dos prefeitos e integrantes do PL, criando um ambiente de cobrança e desconfiança entre setores que defendem uma composição mais alinhada ao bolsonarismo.

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É nesse cenário que Reinaldo aparece como possível peça de equilíbrio. A expectativa é de que sua presença ajude a reduzir as resistências dentro do PL e aproxime novamente setores que se afastaram após as recentes decisões de Wellington. O convite já teria sido feito diretamente ao empresário, que tem até esta sexta-feira (14) para definir seu futuro na disputa.

 

Chapa em Movimento

A vaga de vice se tornou um dos pontos mais turbulentos da pré-campanha. No início do mês, Wellington havia anunciado uma aliança com o Novo e trabalhava com o empresário Marcelo Maluf como vice. Dias depois, porém, protocolou a chapa na Justiça Eleitoral com o médico Alencar Farina (PL), deixando Maluf de fora e provocando uma reação pública.

 

A mudança acabou ampliando o desconforto entre os aliados de Bolsonaro. A situação se tornou ainda mais delicada porque Farina foi aliado do PT em Mato Grosso em 2004, quando ocupou a posição de vice na chapa de Alexandre César para a Prefeitura. Agora, diante da pressão crescente, a possível entrada do “Rei do Porco” pode representar uma nova tentativa de Wellington de reorganizar sua aliança e conter a crise dentro do próprio campo político.

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