Um levantamento do CO2-Index revelou que os deputados federais José Medeiros e Nelson Barbudo, ambos do PL, estão entre os dez parlamentares que mais contribuíram para o aumento da emissão de gases de efeito estufa no Brasil. O índice foi calculado a partir de votações, discursos e projetos de lei apresentados entre 2019 e 2022, período que coincide com o governo Bolsonaro.
O estudo é uma iniciativa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Representação e Legitimidade Democrática (INCT-ReDem), que analisou mais de 600 votações nominais, 2,4 mil projetos e centenas de pronunciamentos na Câmara. Medeiros ficou em 3º lugar no ranking negativo, com índice 3,2. Barbudo aparece logo em seguida, em 4º, com 2,4.
O pesquisador Mateus de Albuquerque, um dos idealizadores do estudo, aponta que o alinhamento com a direita e a defesa incondicional do agronegócio estão diretamente ligados ao aumento das emissões. “Ainda temos na direita o eixo central do antiambientalismo”, afirmou. José Medeiros é um dos principais nomes do bolsonarismo na Câmara e Barbudo integra a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Além deles, figuram no levantamento outros dois deputados mato-grossenses: Emanuelzinho (MDB), com índice de 0,6, e Juarez Costa (MDB), com 1,2. Apesar de índices mais baixos, eles também colaboraram para o aumento da emissão de gases, segundo o estudo.
De acordo com Albuquerque, apenas os parlamentares com índice negativo atuam de forma mitigadora, ou seja, ajudando a reduzir a emissão de carbono. “De modo geral, é perceptível que o Congresso é mais emissor que mitigador”, concluiu.































