Com críticas diretas a Brasília e discurso de confronto, o deputado federal José Medeiros (PL) voltou a afirmar que Mato Grosso está pagando um preço alto por decisões tomadas longe do Estado. Segundo ele, medidas adotadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo governo federal têm impacto real e imediato na vida da população, na economia e na logística, enquanto muitos representantes preferem o silêncio em troca da liberação de emendas parlamentares.
Medeiros apontou que há políticos que se apresentam como “de resultado”, mas evitam enfrentar votações e decisões que travam o desenvolvimento de Mato Grosso. Para o parlamentar, recursos enviados por meio de emendas não compensam prejuízos causados por obras paralisadas, custos elevados no transporte e dificuldades para escoar a produção agrícola.
O deputado também rebateu as críticas de que dedica mais tempo a atacar o STF e o governo federal do que a tratar de pautas locais. Segundo ele, essa visão ignora que as principais decisões que atingem diretamente o Estado são tomadas em Brasília. Medeiros afirmou que prefere ser visto como polêmico a se omitir diante de medidas que, em sua avaliação, prejudicam o povo mato-grossense.
Entre os exemplos citados, está a suspensão da Ferrogrão, considerada estratégica para o escoamento dos grãos. Medeiros afirmou que uma ação judicial levou o ministro Alexandre de Moraes a interromper a construção da ferrovia, impactando diretamente o produtor rural. “Isso não é discussão jurídica abstrata. É soja parada, frete caro, produtor atolado e cidade isolada”, afirmou.
O parlamentar também citou a BR-158, rodovia fundamental para o Vale do Araguaia, cuja pavimentação segue travada há anos por entraves ambientais e burocráticos envolvendo órgãos federais. Para Medeiros, cada obra parada representa dinheiro que deixa de circular em Mato Grosso e prejuízo para toda a cadeia econômica.
Ao final, o deputado defendeu que deputados e senadores precisam se posicionar com firmeza e voltou a criticar colegas que, segundo ele, trocam votos em pautas estratégicas por emendas, citando a reforma tributária. “Estou em Brasília para ser o advogado de Mato Grosso. Prefiro ser chamado de polêmico a ser omisso. Muitos venderam o Estado e agora comemoram emendas. Mato Grosso vai perder muito mais”, concluiu.

























