O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou que não vê como retaliação o envio do projeto de lei complementar do Executivo que limita a dois mandatos consecutivos as licenças remuneradas para dirigentes sindicais. A proposta foi encaminhada em meio a críticas de lideranças sindicais ao governo estadual após o impasse sobre o Reajuste Geral Anual (RGA).
Segundo Max, o projeto não foi assinado apenas pelo governador Mauro Mendes, mas também pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim, pelo procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, e pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo. “Não vejo como retaliação, porque o projeto não foi assinado somente pelo governador. Foram os chefes dos Poderes que encaminharam. Acho que houve um consenso entre eles para o envio dessa proposta”, afirmou à imprensa nesta quarta-feira (21).
O deputado avaliou ainda que a medida pode buscar a renovação das lideranças sindicais. “Acho que foi um entendimento entre o TJ, o Ministério Público e o Governo para, talvez, oxigenar as chapas e as direções sindicais. Dessa forma, a partir do segundo mandato, o dirigente terá de retornar ao seu posto de trabalho”, disse.
A proposta foi lida em sessão extraordinária da Assembleia e gerou protestos da oposição. Os deputados Lúdio Cabral (PT) e Janaína Riva (MDB) pediram vista do projeto, que deve voltar a tramitar apenas após o recesso parlamentar, em 2 de fevereiro.































