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Max Russi joga decisão sobre empréstimo bilionário para o próximo governador e reforça apoio à construção de casas populares

Foto: ALMT

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Presidente da ALMT afirma que Estado tem capacidade para assumir financiamento de R$ 1,5 bilhão, mas defende que a palavra final sobre a aplicação dos recursos fique com o futuro chefe do Executivo.

 

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), saiu em defesa da autonomia do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para encaminhar o pedido de autorização de um empréstimo de R$ 1,5 bilhão. Apesar disso, ponderou que a decisão sobre o destino dos recursos deve ficar nas mãos do próximo governador, que assumirá a responsabilidade pela execução do financiamento e pelo planejamento dos investimentos.

A proposta chegou a entrar na pauta de votação da semana passada, mas acabou sendo adiada após um pedido de vista apresentado pelos deputados Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos do PT. Agora, o projeto voltou à ordem do dia e deve ser analisado na sessão desta quarta-feira (8).

Segundo Pivetta, a operação financeira serviria para compensar a perda de arrecadação provocada pelo fim do chamado Fethab II — contribuição adicional recolhida por produtores rurais — e, ao mesmo tempo, garantir recursos para um ambicioso programa de construção de 60 mil moradias populares em Mato Grosso.

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Em entrevista à Rádio CBN, Max Russi afirmou que o Estado reúne todas as condições para contratar o financiamento, destacando que a operação prevê prazo de até dez anos para quitação.

“Essa é uma prerrogativa do Poder Executivo. Ele tem capacidade de financiamento, tem necessidade de investimento. Achou no mercado o banco aí que fez o empréstimo naquilo que o Governo entende como sendo interessante”, afirmou.

Embora reconheça a importância da proposta apresentada por Pivetta, Russi destacou que a discussão deve ganhar força apenas após o processo eleitoral. Para ele, caberá ao futuro governador definir, de forma estratégica, como os recursos serão utilizados, independentemente de quem sair vencedor das urnas.

O presidente da Assembleia lembrou ainda que já existe uma emenda ao projeto determinando que todo o montante liberado pela Caixa Econômica Federal seja destinado exclusivamente à construção de habitações populares, reforçando o compromisso de direcionar os recursos para enfrentar o déficit habitacional no Estado.

“Esse é um recurso que, até a aprovação — e agora a aprovação vai ser pós o período eleitoral — deve ficar para o próximo Governo definir no que vai gastar, como vai gastar e a forma que vai fazer. Mas o Governo, independente de quem seja, tem que fazer o planejamento, tem que fazer os acompanhamentos. Se falou na construção de moradias, eu, particularmente, defendo muito isso, defendo a necessidade e em Mato Grosso tem uma necessidade muito grande de moradia”, declarou.

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Enquanto o empréstimo segue no centro do debate político, o cenário para a sucessão estadual começa a ganhar contornos mais definidos. Entre os nomes mais lembrados nas pesquisas de intenção de voto aparecem o governador Otaviano Pivetta, o senador Jayme Campos (União Brasil), o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD), que despontam como possíveis protagonistas da disputa pelo comando do Palácio Paiaguás.

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