O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), criticou a deputada Edna Sampaio (PT) por ter transformado a proposta de uma CPI do Feminicídio em uma Comissão Temática, após acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União). Segundo ele, a parlamentar demonstrou falta de “habilidade e experiência” ao negociar diretamente com o governo um tema sensível que, na visão dele, exige enfrentamento político.
“Se eu proponho uma CPI, eu não vou me reunir com o governo. Eu quero investigar”, disse Russi à imprensa, destacando que a Presidência da Casa não tem como agir diante de acordos feitos individualmente. Para o parlamentar, a retirada de assinaturas por pressão do Executivo prejudica a imagem dos deputados e enfraquece a autonomia da Assembleia: “Tem que ter um motivo muito forte para recuar”, apontou.
O presidente ainda afirmou que o requerimento apresentado por Edna possui falhas técnicas e extrapola competências da Casa ao incluir, por exemplo, pedidos de investigação envolvendo o governo federal. Por isso, o texto foi reprovado pela Procuradoria da ALMT. Segundo ele, apesar do tema ser urgente, é necessário um documento juridicamente bem estruturado e com apoio mínimo de parlamentares para avançar.
Russi encerrou reafirmando seu apoio à criação da CPI, desde que os critérios legais sejam cumpridos. “É um tema muito sensível, que infelizmente vem avançando muito no nosso Estado. O debate precisa ser ampliado e as ações precisam sair do papel. Se tiver assinaturas e base legal, não terei dificuldade em abrir a CPI”, completou.


































