O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal. A medida já está em vigor e impede a importação, fabricação, comercialização e utilização desses produtos para acelerar o ganho de peso em aves, suínos e bovinos.
Entre as substâncias afetadas pela decisão estão a virginiamicina, a bacitracina e a avoparcina, amplamente utilizadas em sistemas intensivos de produção. O ministério informou que os registros desses produtos serão cancelados, mas manteve a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, mediante autorização prévia.
Segundo o governo federal, a medida segue recomendações internacionais, como as da Organização Mundial da Saúde, para reduzir o risco de resistência antimicrobiana. O problema ocorre quando bactérias se tornam resistentes aos antibióticos, comprometendo tratamentos na medicina veterinária e humana.
O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques existentes e determinou que as empresas informem os volumes disponíveis em até 30 dias. A expectativa é que o setor produtivo adote alternativas como melhorias no manejo, ajustes nutricionais e uso de aditivos não antibióticos para manter a produtividade.
















