Mais da metade das empresas brasileiras pretende ampliar seus quadros de funcionários entre julho e setembro de 2026. É o que aponta a Pesquisa de Expectativa de Emprego do terceiro trimestre, realizada pelo ManpowerGroup. Segundo o levantamento, 52% dos empregadores planejam contratar novos profissionais no período, colocando o Brasil na quarta posição do ranking global de intenção de contratações.
A Expectativa Líquida de Emprego do país alcançou 37%, índice calculado pela diferença entre empresas que pretendem contratar e aquelas que projetam reduzir suas equipes. O resultado deixa o Brasil atrás apenas da Índia e de Porto Rico, ambos com 48%, e dos Estados Unidos, com 45%. “Mesmo com um ritmo econômico mais moderado, o Brasil mantém uma das taxas de contratação mais expressivas do mundo”, afirmou o Country Manager do ManpowerGroup Brasil, Nilson Pereira.
A pesquisa mostra que a transformação tecnológica tem sido um dos principais motores das contratações. Entre os empregadores brasileiros, 77% apontaram as ferramentas de inteligência artificial voltadas a tarefas diárias como fator de aumento de produtividade. Já 76% citaram a automação de processos por IA e 75% destacaram a capacitação para o uso dessas ferramentas.
As habilidades ligadas à inteligência artificial também aparecem entre as mais valorizadas pelo mercado. De acordo com o levantamento, 74% dos empregadores estariam dispostos a pagar mais por profissionais com conhecimento em desenvolvimento de modelos e aplicações de IA. No entanto, competências comportamentais seguem em alta, com destaque para comunicação (79%), ética de trabalho (76%) e capacidade de resolução de problemas (75%).
Entre os setores com maior intenção de contratação no Brasil, o segmento de Informação, que reúne tecnologia, comunicação e mídia, lidera com 55%. Na sequência aparecem Finanças e Seguros (46%) e Hospitalidade (45%). No recorte regional, o Paraná registra a maior expectativa de contratação, com 38%, seguido pela cidade de São Paulo (37%), Estado de São Paulo (36%), Minas Gerais (34%) e Rio de Janeiro (31%).














