Um suposto esquema de espionagem dentro da Câmara Municipal de Várzea Grande provocou forte repercussão nos bastidores políticos da cidade nesta semana. O líder da prefeita, Bruno Rios (PL), afirmou ter encontrado um aparelho de escuta clandestina escondido dentro do próprio gabinete e registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil para investigar o caso.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que o equipamento foi localizado de forma inesperada durante a retirada de uma bandeira que estava presa em uma canaleta de um aparelho de ar-condicionado com defeito. Ao mexer na estrutura, Bruno e um assessor teriam encontrado o dispositivo escondido em meio à fiação do equipamento.
O caso aumentou ainda mais o clima de tensão nos bastidores políticos da segunda maior cidade de Mato Grosso. Abalado, Bruno Rios publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar “estarrecido” com a situação e confirmou que pediu perícia técnica no local, além de comunicar oficialmente o Ministério Público e a presidência da Câmara Municipal.
“Nosso gabinete estará fechado devido a uma solicitação de perícia. Já fizemos boletim de ocorrência e estamos comunicando o Ministério Público para que tome providências. Também vamos comunicar a presidência da Câmara. A gente fica muito estarrecido e muito triste com tudo isso que vem acontecendo em nosso município”, declarou o vereador.
No boletim de ocorrência registrado junto à Polícia Civil, Bruno detalhou que o aparelho estava escondido dentro da canaleta do ar-condicionado e envolto em fita isolante preta. O equipamento possuía ainda um pequeno microfone fixado em uma das extremidades, levantando suspeitas de que pudesse estar sendo utilizado para gravação clandestina de conversas dentro do gabinete parlamentar.
Diante da gravidade da situação, o vereador afirmou que prepara um documento oficial para cobrar esclarecimentos da Mesa Diretora da Câmara e também do Ministério Público. Nos bastidores, o episódio já é tratado como um dos casos mais delicados envolvendo o Legislativo de Várzea Grande nos últimos anos.
A descoberta da suposta escuta clandestina ocorre em meio ao ambiente político turbulento vivido no município, marcado por disputas internas, trocas de acusações e tensão crescente entre grupos políticos ligados à administração municipal e ao Legislativo. O caso agora deve ser investigado pelas autoridades para identificar quem instalou o equipamento e há quanto tempo o gabinete estaria sendo monitorado.



























