A Polícia Civil pediu a prisão do vereador Laércio Norberto Júnior (PL), após denúncia de violência doméstica registrada por uma servidora da Câmara Municipal de Barra do Bugres, onde ele atua como presidente. O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça.
A denúncia resultou na concessão de medida protetiva à vítima, que é esposa do parlamentar, conforme prevê a Lei Maria da Penha. O inquérito foi instaurado na segunda-feira (20) para apurar suspeita de lesão corporal no contexto de violência doméstica contra a mulher.
De acordo com a Polícia Civil, o delegado Fernando Albuquerque solicitou a prisão preventiva do vereador, mas a medida foi rejeitada pelo Judiciário. Como não há ordem de prisão, Laércio não é considerado foragido.
A defesa informou que o vereador deve se apresentar voluntariamente à autoridade policial ainda nesta semana para os procedimentos legais. Paralelamente, o caso gerou repercussão política: o presidente estadual do PL, Ananias Martins Filho, determinou a suspensão temporária da filiação do parlamentar, após intervenção da deputada federal Coronel Fernanda.
A esposa do vereador também solicitou a destituição dele da presidência da Câmara e o afastamento do cargo. Os pedidos ainda serão analisados pelo plenário, que deverá decidir sobre as medidas.































