Com apenas 26 anos, Ítalo detalha os desafios de assumir o Mixto, fala sobre futebol feminino, categorias de base, finanças e expectativas para competições nacionais
Em entrevista exclusiva ao RDM Online, Ítalo Freitas, presidente mais jovem do Mixto, revela como assumiu o clube em um momento delicado, superou passivos históricos e trabalha para fortalecer todas as áreas do time. Ele também comenta os planos para a base, o futebol feminino e os próximos desafios nas Séries D e A1. Ítalo detalha ainda a gestão financeira, os projetos estruturais do clube e o papel fundamental da torcida, mostrando como pretende deixar um legado duradouro para o Mixto. Confira a entrevista completa abaixo.
RDM Online: Presidente, para começar, apresente-se: quem é Ítalo Freitas e como foi o início da sua trajetória? Hoje, você se destaca como um dos presidentes mais jovens do estado à frente de uma equipe de futebol. Como chegou até aqui?
Ítalo Freitas: Meu nome é Ítalo Salomão Freitas, tenho 26 anos e sou o presidente mais jovem do futebol de Mato Grosso. Costumo dizer, inclusive, que fui também o presidente mais jovem do Brasil por cerca de duas semanas, até que o Manaus anunciou um dirigente ainda mais novo. Brinco que ficaram com inveja e resolveram colocar um presidente mais jovem que eu.
Sou empresário há alguns anos. Desde os 17 anos, já atuo à frente de empresas, e minha relação com o Mixto Esporte Clube é imbilical. Se você entrar no meu Instagram, a primeira foto que aparece é no Estádio Dutrinha, em 2013, em um jogo entre Mixto e Vitória.
Em 2019, o Mixto vivia um momento extremamente delicado, com dúvidas sobre fechamento, licenciamento e continuidade das atividades. Foi nesse cenário que me aproximei do grupo gestor, um grupo espetacular, formado por pessoas de qualidade ímpar, como Vinícius Falcão, então presidente; Márcio Alencar, vice-presidente; Sargento Joelson, presidente do Conselho; além de Fauser, Arlei, entre outros.
RDM Online: Tudo começou a partir de uma paixão pelo clube? Você é torcedor desde 2013? Como nasceu essa relação?
Ítalo Freitas: A minha história com o Mixto é curiosa. Eu tinha cerca de 12 anos e sempre gostei muito de futebol, mas ainda não tinha um time em Cuiabá. Já havia ouvido falar do Mixto, claro, mas não existia uma identificação maior.
Tudo mudou quando participei de um sorteio do Globo Esporte, da TV Centro América, e acabei ganhando um ingresso para um jogo da Série D. Não me lembro exatamente qual era o adversário, mas era uma equipe de Goiás. Fui ao estádio em uma quarta-feira à noite — e nunca mais saí de lá.
Costumo dizer que, no momento em que você entra no Estádio Dutrinha, pisa naquele chão e escuta a Boca Suja, sua vida muda. Não existe segunda vez: é aquela primeira experiência que marca para sempre. Quando o “bichinho” morde, você vira mixtense e não esquece mais.
RDM Online: A sua história tem alguma semelhança com a do jornalista Thiago Reis, de Santa Catarina, torcedor do Santa Cruz, que ganhou repercussão nacional em 2012 ao ser filmado como o único torcedor do clube em uma derrota por 4 a 0 para o Grêmio, no dia do rebaixamento? Anos depois, em 2014, ele voltou a acompanhar o time mais de perto, deixou parcialmente a profissão para se dedicar ao clube e, em 2021, viveu a conquista da Copa do Brasil e outros títulos. Você se identifica com essa trajetória?
Ítalo Freitas: Eu acompanhei esse caso, sim. No entanto, a grande diferença é que não conheço a realidade de lá, mas aqui o mixtense nunca está sozinho. Existe uma torcida presente, que cobra, fiscaliza e participa ativamente do clube.
Além disso, faço parte de uma continuidade de gestão. Dou sequência ao trabalho iniciado pelo ex-presidente Vinícius Falcão e por todo o grupo que já citei anteriormente, porque foi um trabalho muito bem conduzido. O que está sendo feito hoje é fruto dessa construção coletiva.
RDM Online: Agora, como presidente, que experiência você tira desse período à frente do clube? Já é praticamente um ano — ou até mais — de gestão. Como tem sido esse tempo no comando?
Ítalo Freitas: Costumo dizer que essa é uma cadeira ingrata. No dia em que você vence, é difícil receber uma mensagem de agradecimento ou uma parabenização. Já quando você perde, ou mesmo quando não vence, a cobrança aparece imediatamente. No Mixto, muitas vezes, não basta empatar: é preciso ganhar.
É também uma cadeira política. Você é cobrado o tempo todo, precisa prestar contas constantemente ao Conselho, explicar decisões, apresentar resultados. No Mixto, há ainda o fator da torcida, que é extremamente presente, forte e exigente. As cobranças são intensas e permanentes.

RDM Online: Como você lida com o aspecto psicológico diante das cobranças constantes, especialmente considerando que hoje o Mixto tem a maior torcida do estado? Já houve momentos em que essas cobranças ocorreram até nos seus momentos de lazer com a família. Como você administra essa responsabilidade?
Ítalo Freitas: Hoje, com um ano e meio à frente do Mixto, já lidamos com cobranças desde antes mesmo de completar esse período. Com o tempo, aprendi a encarar essas situações com mais tranquilidade. É fundamental compreender que as críticas devem ser direcionadas ao Ítalo presidente, ao gestor, e nunca ao Ítalo pessoa física.
Quando a crítica ultrapassa essa linha e passa a atingir o Ítalo CPF, faço a leitura correta e interpelei quem agiu dessa forma. Foram poucas vezes, mas já aconteceu. Nesses casos, é preciso deixar claro que existe um limite. Por outro lado, quando a crítica é voltada ao gestor, ela precisa ser entendida, analisada e, quando possível, absorvida.

RDM Online: O Mixto viveu por muito tempo períodos difíceis, marcados por problemas como contratações sem o devido pagamento e o não cumprimento de compromissos com jogadores e fornecedores. Essas questões acabaram recaindo sobre a sua gestão. Como foi assumir o clube nesse cenário e lidar com esse passivo?
Ítalo Freitas: Nós temos 44 processos trabalhistas incluídos em um acordo que foi recentemente concluído. Esses processos foram devidamente negociados e pagos dentro desse acordo. É importante destacar que 43 desses processos foram originados em gestões anteriores. Existem ações que datam de 2004, 2006, inclusive com processos ajuizados fora do estado, como no Rio Grande do Sul.
Sem exceção, todos esses processos foram gerados por administrações passadas. Nenhum deles foi originado durante a gestão do Vinícius Falcão, nem tampouco na minha gestão. Trata-se de um passivo herdado.
Isso não significa, necessariamente, que houve má-fé por parte dos dirigentes da época. O problema é uma cultura muito presente no futebol brasileiro, baseada na lógica do “contrata agora e resolve depois”. A ideia era montar um time forte, buscar o título e, mais adiante, ver como pagar a conta. Esse é um dos grandes males do futebol.
O Mixto não trabalha dessa forma há alguns anos. Esse é um dos nossos principais diferenciais. A lógica atual é simples: se você tem 10, você pode gastar 10; não pode gastar 15. No passado, isso não era respeitado.
RDM Online: Os jogadores buscam segurança, até porque muitos têm família e responsabilidades fora de campo. Diante disso, como o clube trabalha para garantir estabilidade e confiança ao elenco?
Ítalo Freitas: Quando assumimos o Mixto, os jogadores só aceitavam vir mediante o pagamento do chamado “último primeiro”, uma prática comum no futebol. Funcionava assim: se o atleta acertava um salário de dez mil reais por mês, em um contrato de três meses, ele exigia receber antecipadamente o valor referente ao último salário. Depois, trabalhava normalmente e recebia os dois meses seguintes.
Esse pedido existia porque o histórico do Mixto era muito ruim. A lógica do jogador era simples: se completasse trinta dias sem receber, ele já teria garantido ao menos um salário. Se o atraso se estendesse por mais quinze dias, ele rescindia o contrato. Essa exigência era consequência direta da falta de credibilidade construída ao longo dos anos.
Hoje, essa realidade mudou completamente. Os atletas chegam ao clube sem exigir esse tipo de garantia.
RDM Online: Quais foram os principais desafios que você encontrou ao assumir a presidência? Você já mencionou algumas questões, mas quais foram as mais marcantes nesse início de gestão?
Ítalo Freitas: Acredito que o principal desafio esteja na área administrativa, especialmente na condução da recuperação judicial. Quando assumi, o plano ainda não estava fechado. No processo de recuperação judicial, é necessário elaborar o plano, apresentá-lo aos credores, obter a aprovação e, posteriormente, a homologação judicial. Atualmente, estamos justamente nessa fase de homologação, que deve ocorrer no início do próximo ano.
Antes disso, passamos por um período bastante sensível, em que ainda estávamos negociando o plano com os credores. Esse momento exige cautela, porque é preciso avaliar o ambiente da negociação, entender a posição de cada credor e formular propostas viáveis. Uma proposta considerada inadequada pode levar um credor a pedir a falência do clube. Foi uma fase delicada, tensa, mas que conseguimos superar.
Por isso, sempre deixei claro, inclusive no meu discurso de posse, que concluir a recuperação judicial é o maior desafio da gestão.
RDM Online: Sendo o Mixto um clube tradicional, como a gestão tem buscado conciliar a preservação da história com a modernização exigida pelo futebol atual? Como o senhor avalia essa união entre tradição e inovação?
Ítalo Freitas: O torcedor precisa sentir orgulho de vestir a camisa. O Mixto consegue transmitir isso com muita facilidade, porque tem uma identidade muito forte com a cuiabania, especialmente com o cuiabano mais tradicional, com o torcedor raiz.
Um dos fatores que mais fortaleceu essa identificação foi o Estádio Dutrinha. Quem vai ao Dutrinha sente que aquele espaço é, de fato, a casa do Mixto Esporte Clube. Nossa comunicação é clara: o Dutrinha é a casa do futebol raiz, é a casa do mixtense, e o Mixto representa esse futebol popular. Com todo o respeito ao outro clube da capital, que realiza um trabalho espetacular, trata-se de um projeto com uma proposta diferente, mais voltada a um futebol considerado “gourmet”.
RDM Online: Qual é a importância do engajamento da torcida na condução e no fortalecimento do time?
Ítalo Freitas: Totalmente. No futebol, vivemos de resultado e de cobrança. Sempre deixo isso muito claro para os jogadores quando chegam ao Mixto: a cobrança aqui é diferente. É uma pressão intensa. Se o atleta não corresponde, ele sente isso no dia a dia, inclusive fora de campo. Em momentos de resultados ruins, é preciso ter consciência, cuidado e até evitar determinadas exposições. Essa é a realidade do clube, algo que nem todos os times vivem.
Por isso, o jogador precisa chegar já ciente desse ambiente. Em outros clubes, essa cobrança não existe com a mesma intensidade. No Mixto, ela faz parte da identidade. E, curiosamente, os atletas gostam disso. Prova disso é que muitos jogadores que já passaram pelo clube retornam, renovam contrato ou entram em contato demonstrando vontade de voltar.
RDM Online: Além da Boca Suja, há outras torcidas organizadas que também fazem parte da história e do cotidiano do Mixto. Qual é a importância desses grupos no apoio ao clube?
Ítalo Freitas: A torcida do Mixto não tem comparação. O jogo contra a Portuguesa é, para mim, emblemático. Torcedores saíram de Cuiabá de ônibus e enfrentaram quase dois dias de viagem até São Paulo para acompanhar a partida. Felizmente, conseguimos a classificação e eliminamos a Portuguesa. Eles assistiram a esse momento histórico e retornaram logo em seguida.
Poucos dias depois, uma nova caravana já estava na estrada, desta vez rumo a Cianorte, no norte do Paraná. Foram praticamente três dias depois de uma viagem exaustiva, e ainda assim havia torcedores dispostos a seguir o clube novamente.
Isso demonstra uma paixão fora de série, algo realmente impressionante. Nossa gestão respeita profundamente esse torcedor. Temos a convicção de que o dirigente que enxerga o torcedor presente e participativo como um problema está completamente equivocado. Para nós, esse torcedor é parte da solução.

RDM Online: Em 2025, o Mixto terminou o Campeonato Mato-Grossense na terceira colocação, garantindo vaga na Série D do Campeonato Brasileiro e também na Copa do Brasil, competições que o clube não disputava havia algum tempo. Quais são as suas expectativas para essas duas competições nacionais?
Ítalo Freitas: Nós temos a obrigação de avançar sempre, de ser melhores a cada temporada. O objetivo é que este ano seja superior ao anterior. Em 2023, disputamos a Série D e fomos eliminados na segunda fase. Em 2024, paramos na terceira fase. Para 2026, o objetivo é claro: buscar o acesso. Esse é um crescimento natural, e o elenco está sendo montado exatamente com essa finalidade.
No Campeonato Estadual, a meta é chegar à final. A partir daí, seguimos com humildade, pés no chão e consciência de onde podemos chegar, respeitando o processo e confiando no trabalho realizado.
Na Copa do Brasil, houve uma mudança de formato extremamente relevante. Os clubes da Série A passam a entrar apenas a partir da quinta fase, o que altera completamente o cenário da competição. Até a quarta fase, os confrontos envolvem equipes das Séries D, C e B, tornando o torneio mais equilibrado. O Mixto, portanto, tem a obrigação de alcançar, no mínimo, a terceira fase da Copa do Brasil, o que já seria um feito histórico, já que o clube nunca chegou a essa etapa.
RDM Online: Em relação à categoria de base, como a gestão tem investido nesse setor e de que maneira esse trabalho está sendo estruturado pensando no futuro do clube?
Ítalo Freitas: O Mixto trabalha a formação das categorias de base a partir da ideia de que é fundamental formar talentos dentro de casa. Hoje, isso já se reflete no elenco profissional. Atualmente, contamos com cinco jogadores formados na base, todos cuiabanos, integrando o time principal. Essa é uma escolha de mentalidade e de modelo de futebol.
O clube atua hoje com as categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20 no masculino, além do Sub-17 e Sub-20 no feminino. Existe a ideia de ampliar esse trabalho para as categorias Sub-11 e Sub-13, mas ainda se trata de um projeto embrionário, que precisa de amadurecimento antes de ser implementado.

RDM Online: Na área financeira, o Mixto recebeu apoio parlamentar para a aquisição de equipamentos, contribuindo para a estruturação do clube. De que forma esse apoio tem impactado o desenvolvimento do seu trabalho e das demais áreas da gestão?
Ítalo Freitas: O apoio é fundamental, e não apenas para o Mixto, mas para o futebol de Mato Grosso como um todo. Nos últimos anos, o futebol mato-grossense tem conseguido diversos apoios, especialmente por meio de recursos públicos, emendas parlamentares e projetos estruturantes. Sempre faço questão de destacar o Mato Grosso Série A, um projeto que realmente mudou a realidade do futebol no estado.
O Mato Grosso Série A nasceu com o objetivo de atender apenas clubes das Séries A e B e, naquele momento, beneficiava somente o Cuiabá. A partir de um diálogo com os deputados, foi possível conscientizá-los da importância de ampliar o projeto para atender também clubes das Séries C e D, além do futebol feminino. Essa ampliação transformou completamente o cenário do futebol mato-grossense.
RDM Online: Falamos sobre a base e o time profissional; agora, gostaria de abordar o futebol feminino. Como está estruturado o time feminino do Mixto hoje e quais são os projetos e planos para 2026?
Ítalo Freitas: Desde o início da atual gestão, sob a presidência de Vinicius Falcão, o futebol feminino passou a ser tratado como prioridade. O resultado desse trabalho é expressivo: o Mixto é tetracampeão estadual feminino consecutivo e também o maior campeão estadual no masculino. Esse histórico consolida o clube como o maior de Mato Grosso, com protagonismo em ambas as categorias.
Esse desempenho passou a ganhar destaque nacional. O processo foi de amadurecimento. Houve temporadas em que o acesso esteve muito próximo. Na Série A3, o clube bateu na trave duas vezes antes de conquistar o acesso no ano passado. A primeira temporada na nova divisão foi desafiadora, mas novamente o acesso esteve ao alcance.
Na temporada seguinte, mais uma vez a classificação esteve próxima. Contra o Botafogo, o Mixto chegou a ter o acesso encaminhado pelo placar agregado, mas acabou sofrendo a virada. Apesar disso, o planejamento para 2026 é claro: conquistar o acesso à Série A1 do futebol feminino.

RDM Online: Ítalo, existe algum projeto ou plano futuro para a implantação de uma loja física destinada à comercialização dos produtos oficiais do Mixto?
Ítalo Freitas: Recentemente, uma equipe de arquitetos e engenheiros esteve no local realizando diversos estudos, não apenas sobre a loja, mas também sobre possíveis adequações estruturais no Dutra.
A loja do Mixto será feita e será no Dutra. Isso é algo que vem sendo afirmado desde o início da gestão. No entanto, para que seja um espaço à altura do clube, é necessários mais tempo e planejamento. A loja não pode ser apenas um ponto de venda de camisas e bonés. Ela precisa representar a história do Mixto, contar suas conquistas, abrigar um espaço de memória e funcionar também como um local simbólico do clube. Para que tudo isso seja feito da forma correta, será necessário aprofundar os estudos, pois a estrutura do Dutra é bastante complexa e exige cuidado em cada decisão.

RDM Online: Os treinos vão continuar sendo realizados apenas no Dutrinha? Como está sendo organizada a estrutura para os atletas?
Ítalo Freitas: A comissão técnica realiza um trabalho de excelência. É possível afirmar que os profissionais atuam desde as 8 horas da manhã até o momento em que encerram o expediente, o que muitas vezes acontece às 7, 8, 9 ou até 10 horas da noite. Esse tempo é dedicado à observação de jogos, análise de atletas e debates técnicos.
Toda essa análise é feita dentro do Estádio Presidente Dutra. Além disso, o setor de fisioterapia, que antes funcionava fora do estádio, passou a operar dentro do Dutra. Dessa forma, toda a estrutura administrativa e técnica do futebol está sendo gradualmente concentrada no estádio, o que fortalece a integração entre os departamentos e cria uma conexão ainda maior com a casa do clube.

RDM Online: Para finalizar, ítalo, o que você gostaria de deixar como legado ao término do seu mandato?
Ítalo Freitas: Fico muito feliz com a possibilidade de entregar o Mixto disputando competições nacionais. O clube já está nesse cenário, mas o objetivo é avançar ainda mais, alcançando a Série C no masculino e a Série A1 no futebol feminino, em uma condição melhor do que aquela que encontramos.
Na área administrativa, sem dúvida, a conclusão da recuperação judicial é um marco fundamental. Essa etapa já está praticamente encerrada, faltando apenas a homologação por parte do juiz e, naturalmente, a finalização dos pagamentos. O clube hoje possui segurança financeira para cumprir esses compromissos, o que nos dá tranquilidade em relação a esse processo.
Se conseguirmos concluir a recuperação judicial, considero que minha missão à frente do Mixto já estará cumprida. No entanto, se no momento de entregar a gestão o clube estiver na Série C e na Série A1, terei alcançado, possivelmente, o período mais bem-sucedido da história do Mixto. Para mim, isso já seria mais do que suficiente.



















