O Irã afirmou nesta quarta-feira (14) que atacará bases militares dos Estados Unidos na região caso seja alvo de um ataque americano, segundo um alto oficial iraniano ouvido pela Reuters. O governo de Teerã já comunicou a decisão a países vizinhos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia, e pediu que aliados dos EUA evitem uma intervenção militar.
A tensão ocorre em meio a protestos massivos no Irã contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, com relatos de mais de 2.500 mortes segundo ONGs de direitos humanos. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado ações militares e disse aos manifestantes iranianos que “a ajuda está a caminho” e que aqueles responsáveis pela repressão “pagarão um preço muito alto”.
Por precaução, integrantes da Base Aérea norte-americana de Al Udeid, no Catar, foram orientados a deixar o local até a noite desta quarta-feira. A base, a maior dos EUA no Oriente Médio, abriga cerca de 10 mil militares e já foi atacada em junho de 2025, no fim da guerra de 12 dias entre Israel e Irã.
A situação preocupa a comunidade internacional. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que o regime iraniano estaria em seus “últimos dias e semanas”, destacando a crescente perda de confiança popular e a repressão violenta aos protestos. Enquanto isso, os EUA ameaçam tarifas sobre países que mantenham relações comerciais com Teerã. A escalada de tensões indica risco de conflito direto entre as duas potências na região.
















