O cirurgião plástico Rodrigo Bernardino foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após a morte da estudante Thayane Oliveira Sousa Leal, 35 anos, durante uma lipoaspiração realizada em 23 de outubro de 2024, em Cuiabá. O indiciamento ocorre após oitivas, laudos médicos e análise do procedimento cirúrgico.
Segundo o delegado Marcelo Carvalho, responsável pelo inquérito, houve negligência por parte do médico. A cirurgia ocorreu sem intercorrências até o final do procedimento, quando Thayane sofreu uma parada cardiorrespiratória. Reanimada na clínica, que não possui UTI, ela foi transferida para um hospital particular, mas sofreu nova parada no trajeto e morreu ao dar entrada na unidade.
Além do cirurgião, foram ouvidos o marido da vítima, membros da equipe médica e a funcionária da clínica designada para acompanhá-la. Os relatos apontam que todos os exames estavam dentro da normalidade e que a cirurgia seguiu protocolos básicos, mas sem estrutura para lidar com complicações graves.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Poder Judiciário. Após a morte, a clínica devolveu o valor pago pelo procedimento. O médico afirma que não houve erro da equipe e que acompanhou a paciente até a declaração oficial do óbito.



































