Adir Antonio Warginhak foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por tentar matar um homem a quem acusava de ter furtado seu celular. O crime ocorreu na madrugada de 7 de outubro de 2023, no bairro Popular, em Cuiabá. A vítima sobreviveu, mas ficou com sequelas graves, perdeu a autonomia e hoje vive em situação de vulnerabilidade, incapaz de trabalhar.
Durante o julgamento realizado nesta segunda-feira (7), o Conselho de Sentença reconheceu que o réu agiu por motivo torpe, com crueldade e sem chance de defesa da vítima. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que Adir atropela a vítima mais de uma vez e chega a parar o carro sobre ela por mais de um minuto. O laudo pericial detalhou fraturas múltiplas, trauma craniano e outras lesões graves que colocaram a vida da vítima em risco.
Antes do ataque, Adir ficou foragido por um mês e teve a prisão preventiva substituída por tornozeleira eletrônica após quatro meses. Em depoimento, alegou que agiu por violenta emoção, acreditando que havia sido roubado. O Conselho, no entanto, apontou dolo intenso e determinação criminosa na tentativa de homicídio.
A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, destacou o sofrimento prolongado da vítima e de sua família, afirmando que o crime “aniquilou a saúde, a dignidade e a autonomia” do sobrevivente. A sentença reafirma a responsabilidade de Adir pelos danos físicos e emocionais causados, que continuarão marcando a vítima e seus familiares.





































