MATO GROSSO

DENÚNCIA GRAVE

Grávida denuncia policiais por perseguição, ameaças e assédio em Poconé

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Um investigador e um escrivão da Polícia Civil lotados em Poconé, a 105 km de Cuiabá, foram denunciados à Corregedoria da instituição por uma mulher que afirma ter sido vítima de perseguição, ameaças e assédio. As acusações deram origem a um procedimento interno para apuração dos fatos.

 

Segundo a denúncia, o investigador E.T.A. foi citado pela mulher durante o depoimento prestado à Corregedoria. Já o escrivão L.G.A.C. teria sido reconhecido por ela por meio de fotografias disponíveis no sistema da Polícia Civil.

 

De acordo com as primeiras informações, a denunciante relatou que um dos policiais teria feito investidas de cunho pessoal, passado diversas vezes em frente à residência dela e ainda dificultado o registro de um boletim de ocorrência. Os episódios, segundo ela, provocaram medo e insegurança.

 

Em seu depoimento, a mulher afirmou que, ao procurar a delegacia, percebeu que uma pessoa conversou imediatamente com um dos policiais, sem qualquer contato com ela. Grávida de oito meses, ela disse que decidiu deixar Poconé por temer pela própria segurança, enquanto os servidores continuam atuando no município.

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A denunciante também acusou o escrivão de tê-la ameaçado, de entregar uma pequena porção de cocaína e de insistir em manter relações sexuais com ela. As declarações fazem parte do procedimento encaminhado à Corregedoria.

 

As acusações ainda estão em fase de investigação e, até o momento, não há conclusão sobre a veracidade dos relatos nem sobre eventual responsabilidade dos policiais citados. Os fatos serão analisados durante a apuração administrativa.

 

A Polícia Civil confirmou a instauração de um procedimento para investigar a denúncia e informou que adotará as medidas cabíveis conforme o andamento das investigações. Os policiais permanecem no exercício de suas funções até eventual decisão da instituição.

 

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