Em ano eleitoral, a pauta do momento exigida pela sociedade brasileira, está relacionada com a economia. É por isso que o o presidente Jair Bolsonaro já discute com parlamentares a elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir o preço dos combustíveis e da energia elétrica, que elevaram a inflação e se tornaram uma dor de cabeça para o Palácio do Planalto em um ano de eleições. A proposta que está sendo desenhada prevê ao menos dois mecanismos, de acordo com pessoas que participam da discussão. Um deles autoriza o governo federal para, em momentos de crise e de forma temporária, reduzir ou até zerar os impostos federais sobre a gasolina, o diesel e a energia elétrica. O outro é a criação de um fundo para aliviar a pressão gerada por uma elevação dos preços.
CAMPANHA
Aliados do presidente Jair Bolsonaro estão preocupados com a escolha de Carlos Bolsonaro para o marketing da campanha de reeleição pelo desempenho que ele teve em 2018. Bolsonaro comunicou ao PL, partido a que se filiou no fim do ano passado, que seu filho Carlos Bolsonaro será o responsável pelo marketing da campanha de reeleição. A família Bolsonaro credita ao vereador o sucesso da comunicação de 2018, quando a campanha espalhou massivamente fake news para atacar adversários e foi acusada de ter feito disparos em massa de mensagens – o que é ilegal. O anúncio feito por Bolsonaro tem preocupado a cúpula dos partidos. A avaliação no Republicanos, por exemplo, é que Bolsonaro ainda não entendeu que não está mais em 2018.
VERBAS PÚBLICAS
Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirma que a ação do Partido Novo contra o fundo eleitoral é “criminalização da política” e usa o Judiciário como um instrumento político. A ação da legenda questiona o valor do fundo eleitoral e pede a derrubada de trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que deixa brecha para o fundo eleitoral chegar a R$ 5,7 bilhões. Atualmente, o fundão é de R$ 4,9 bilhões, valor aprovado por acordo no fim de 2021. Integrantes contrários ao fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões conseguiram acordo para diminuir R$ 800 milhões. Caso contrário, o Orçamento de 2022 não teria sido votado.
BOLSONARO INTERNACIONAL
Com o foco na cooperação econômica diante das descobertas recentes de petróleo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou nesta quinta-feira (20) em Paramaribo, no Suriname. O foco da viagem está na cooperação econômica diante das descobertas recentes de petróleo e gás na região. Esta é a primeira viagem internacional do mandatário em 2022. Na sexta-feira (21/1), ele deve seguir para Georgetown, na Guiana, país vizinho.O chefe de Estado brasileiro foi convidado para visitar os dois países pelos presidentes do Suriname, Chandrikapersad Santokhi, e da Guiana, Irfaan Ali. Os três chefes de Estado tiveram um almoço de trabalho na capital surinamesa para discutir projetos de interesse comum.
DEU NA MÍDIA

A possibilidade de o Telegram ser vetado nas campanhas eleitorais este ano por não ter uma representação no Brasil para receber e cumprir ordens judiciais entrou na agenda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como mostrou o Estadão, um grupo do Ministério Público Federal (MPF) mais ligado ao combate ao cibercrime vinha defendendo essa interpretação internamente e orientando os demais procuradores a respeito.O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, vai levar o tema para debate junto aos demais ministros na volta do recesso. Em nota divulgada pela Corte Eleitoral, ele afirma que “nenhum ator relevante no processo eleitoral de 2022 pode operar no Brasil sem representação jurídica adequada, responsável pelo cumprimento da legislação nacional e das decisões judiciais”.
NOVO LÍDER
O senador Alexandre da Silveira (PSD-MG), que assume na Casa a vaga deixada por Antônio Anastasia, foi escolhido para assumir a vaga de líder do governo no Senado.O convite já foi feito pelo Palácio do Planalto. Silveira foi diretor do DNIT, secretário do governo de Minas na gestão Anastasia e deputado federal. Nos últimos anos, atuou como diretor jurídico do Senado.Sua indicação estabelece uma ponte direta entre o governo e o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de quem Silveira é próximo.
LULA CONTRA DEBATE

Depois da entrevista à mídia independente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu os jornalistas para um almoço. Nele, fez uma crítica ácida ao modelo de debates eleitorais do país: “o modelo de debates não funciona”. Ele disse que a dinâmica de 1 minuto de pergunta, dois de resposta, depois outro tanto de réplica e tréplica não permite debate algum. Lula não afirmou que irá se ausentar dos debates da eleição de 2022, mas acenou que poderá não comparecer a eles se forem realizados nos moldes tradicionais. Lula simpatiza com a ideia de dialogar com bancadas de jornalistas em entrevistas individuais.
SITUACÃO PATÉTICA
Após quatro anos de espera para ser votado na Câmara, o projeto de lei que barra “supersalários” no funcionalismo público foi aprovado pelos deputados em julho, mas agora parou nas gavetas do Senado. A proposta foi encaminhada em agosto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e até hoje, cinco meses depois, nem sequer tem um relator definido.
BARRABÁS

Comentários nos bastidores políticos apontam que enquanto o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, está preocupado com a vacinação, testes e medidas para prevenir a Covid, membros do governo Bolsonaro estão empenhados em dar um apelido ao chefe da agência. Antes aliado e hoje desafeto de Bolsonaro, Barra Torres não é mais chamado por seu sobrenome pelos ministros da Esplanada, mas sim pela alcunha de “Barrabás”. O apelido faz referência ao personagem bíblico que foi libertado por decisão do povo, que escolheu pela crucificação de Jesus e não de Barrabás, tido como criminoso.
ECONOMIA
Um estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) estima que o programa Auxílio Brasil deve injetar na economia do País, ao longo deste ano, pelo menos R$ 84 bilhões, dos quais 70,43% – ou o equivalente a R$ 59,16 bilhões – se transformarão em consumo imediato, enquanto 25,74% (R$ 21,62 bilhões) se destinarão para quitação ou abatimento de dívidas e 3,83%, ou R$ 3,21 bilhões, serão poupados para consumo futuro.

















