MATO GROSSO

Garimpo cresce 93% em Terra Indígena Sararé e leva DPU a pedir retirada imediata de invasores

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A atividade garimpeira ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada em Mato Grosso, aumentou 93% entre 2023 e 2024, segundo relatório inédito divulgado nesta semana pelo Greenpeace Brasil. A área destruída saltou de 619 hectares em 2023 para 1.197 hectares em 2024, totalizando 1.816 hectares em apenas dois anos.

Diante do avanço da destruição e da presença estimada de 5 mil garimpeiros na região, a Defensoria Pública da União recomendou a imediata retirada dos invasores. A TI Sararé é habitada por cerca de 200 indígenas Katitãuhlu, da etnia Nambikwara, e abrange mais de 67 mil hectares entre os municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Segundo a DPU, a área lidera o ranking nacional de alertas de garimpo ilegal em terras indígenas. Só em 2024, o sistema Deter/Inpe identificou a destruição de 570 hectares — o equivalente a 570 campos de futebol. O documento denuncia ainda ameaças de morte, destruição de aldeias e atuação de facções criminosas no território.

A recomendação cobra que a TI Sararé seja incluída no calendário federal de desintrusões ainda em 2025, além da adoção de medidas permanentes de proteção ao povo Katitãuhlu, de combate ao desmatamento e à exploração ilegal de recursos naturais.

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