MATO GROSSO

ESCÂNDALO NO PRESÍDIO

Flagrante, facção e transferência de presos levam à exoneração de subdiretor

Montagem: Reprodução

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A exoneração do subdiretor do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, foi motivada pelas explosivas denúncias de agressões e irregularidades dentro da unidade prisional, feitas pelo advogado Pauly Ramiro Ferrari Dorado, 45 anos, preso desde abril na Operação Patrono do Crime. Dois dias após o depoimento, o governador Mauro Mendes (União) removeu do cargo o servidor identificado pelas iniciais M.A.V.M., conforme publicação no Diário Oficial do dia 9 de novembro.

 

O advogado, ouvido na Central de Flagrantes na quarta-feira (5), afirmou que jamais tentou fugir do presídio, contrariando a versão oficial, e declarou que a droga encontrada em suas roupas teria sido “plantada” por agentes penais. Ele ainda relatou ter sido vítima de agressões e intimidações dentro do complexo, revelando um suposto esquema de abuso de autoridade.

 

As denúncias lançaram luz sobre o clima de tensão dentro da penitenciária e pressionaram o governo estadual, resultando na exoneração relâmpago do subdiretor enquanto a Secretaria de Estado de Justiça acompanha o desenrolar das investigações.

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Durante o depoimento, o advogado afirmou ter sido “acusado injustamente” e descreveu o presídio como um ambiente degradante e violento, sem condições mínimas de estrutura. Pauly relatou ter sido agredido pelo subdiretor M.A.V.M. e por um agente do Serviço de Operações Especiais (SOE), alegando que episódios de brutalidade vinham se repetindo há meses — motivo pelo qual teme retornar ao Centro de Ressocialização Industrial.

 

Os agentes, porém, apresentaram versão oposta. Eles afirmam que, durante a madrugada, encontraram sinais de arrombamento na grade do banho de sol e interpretaram a situação como tentativa de fuga. Ao ser revistado, Pauly teria se exaltado, ameaçado a equipe e avançado contra um dos servidores, sendo necessário o apoio do SOE para contê-lo.

 

Os agentes relataram que Pauly resistiu à revista e acabou flagrado com uma porção de maconha escondida na cueca, afirmando ainda ser integrante do Comando Vermelho. Além dele, outros três detentos — Nauder Júnior Alves Andrade, 30, Paulo Renato Ribeiro, 52, e um quarto preso ainda não identificado, de 63 anos — foram autuados por associação criminosa e dano qualificado. Após a audiência de custódia, três deles foram transferidos para a Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis, devido ao risco à integridade física.

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