Uma nova rodada de pesquisas eleitorais em Santa Catarina confirma a liderança do governador Jorginho Mello (PL) rumo à reeleição em 2026, mas alerta para desafios que poderão comprometer a vitória em primeiro turno. O levantamento mais recente do Instituto Neokemp e dados do Real Time Big Data mostram que o quadro continua favorável ao incumbente — porém cada vez mais suscetível à mobilização da oposição.
Principais destaques da pesquisa
•Em cenários estimulados de intenção de voto, Jorginho aparece consistentemente acima dos 39% e chega a até 48% em alguns levantamentos.
•No cenário mais recente, ele atinge cerca de 46% das intenções de voto, contra João Rodrigues (PSD) com cerca de 21% e Décio Lima (PT) com aproximadamente 15%.
•Em outro levantamento, a aprovação de Jorginho à frente do governo estadual alcança 77% — o que fortalece sua condição de ampliação eleitoral.
•Mesmo assim, o instituto Neokemp destaca que a soma dos adversários, quando considerados múltiplos nomes, supera o percentual de Jorginho, apontando para uma disputa que pode se estender até o segundo turno.
Análise política: o que está em jogo?
A condição de favoritismo de Jorginho é natural para um governador com forte visibilidade — mas não significa imbatibilidade. O índice de aprovação elevado favorece sua reeleição, dá-lhe margem para avançar com calma, mas também o torna alvo claro da oposição que busca resistência eleitoral.
Os adversários, em especial João Rodrigues e Décio Lima, ainda não têm desempenho que de fato ameace o primeiro lugar, mas o fato de se manterem estáveis e passarem a formar blocos mais amplos significa que o cenário de virada ou de segundo turno não deve ser descartado.
Um fator determinante será a capacidade de mobilização dos indecisos e de captação de votos de branco/nulo — que nestas pesquisas somam índices relevantes. Em pesquisas de esse ano, mais de 10% dos eleitores declaravam “não saber” ou se posicionavam em branco/nulo.
Além disso, o desgaste político ou desgaste da imagem de Jorginho — que atualmente mantém alta aprovação — pode transformar qualquer adversário mais estruturado numa alternativa viável. O desafio para o PL é manter o ritmo e evitar que oposição se consolide como “única via de mudança”.
Caminho até 2026 e possíveis armadilhas
•A vitória já no primeiro turno é o cenário mais vantajoso para Jorginho: índices acima de 45% com concorrentes distantes indicam esse caminho.
•No entanto, o ingresso de novos nomes competitivos — ou fortalecimento de candidaturas de “terceira via” — pode alterar essa vantagem pré-configurada.
•A oposição precisa unir forças, apresentar um nome competitivo e trabalhar em regiões menores ou questões específicas onde o apoio ao governo tem pontos frágeis.
•A manutenção da boa gestão, ou ao menos da percepção dela, será chave para Jorginho: índices altos de aprovação como os vistos ajudam, mas não garantem imunidade. Quaisquer escândalos, erros de comunicação ou fraturas internas no PL e aliados podem mudar o jogo.
Conclusão
Jorginho Mello entra na reta de 2026 com vantagem confortável, apoio popular forte e cenário interno que o favorece. Mas não é momento de complacência: o panorama revela que a disputa ainda está “aberta” — tanto em termos de estrutura eleitoral quanto de dinâmica partidária. Se a oposição conseguir se consolidar, o segundo turno deixa de ser hipótese remota. Quem conseguir mover melhor as peças entre agora e o início efetivo da campanha será o candidato a se destacar
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