Familiares do frentista Lourival Serafim de Almeida, executado a tiros em 2011, realizaram um protesto em frente ao Fórum de Cuiabá nesta semana. Com roupas e balões brancos, eles pediam celeridade no julgamento dos acusados, que foi novamente adiado. A sessão de júri popular, marcada para esta quinta-feira (10), foi suspensa por tempo indeterminado após o advogado de um dos réus informar que passará por cirurgia.
“Queremos justiça por Lourival após 14 anos à espera do julgamento”, dizia a faixa exibida nas escadarias do Fórum. A viúva, Sunamita Faria Lara, afirmou que a defesa tem feito sucessivos pedidos de adiamento, sempre aceitos pela Justiça. Emocionada, ela relatou que criou a filha sozinha, sem apoio psicológico, e que a ausência do pai pesa em datas especiais: “É um descaso que o Judiciário permite com as vítimas”.
O crime ocorreu em 12 de dezembro de 2011, em um posto de combustíveis na Avenida do CPA. Segundo a denúncia, Lourival foi morto por um adolescente a mando de Altair dos Santos Cunha, com o apoio de Jair da Silva e Claudinei Ferreira Pontes. O assassinato teria sido motivado por vingança, já que o irmão de Altair foi morto por familiares da vítima.
Interceptações telefônicas apontam que os réus contrataram o menor para o crime e ainda tentaram ajudá-lo a fugir. Altair foi preso em flagrante com dinheiro em espécie no veículo usado na fuga. Apesar da gravidade do caso e das provas reunidas, os familiares aguardam há mais de uma década por um desfecho no tribunal.
































