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EUA avaliam compra da Groenlândia e geram reação de líderes europeus

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A Casa Branca afirmou nesta terça-feira (6) que o presidente Donald Trump discute opções para adquirir a Groenlândia, incluindo uso das Forças Armadas, embora soluções diplomáticas, como compra ou acordo de livre associação, também estejam na mesa. O tema provocou repercussão internacional, principalmente na Europa.

Segundo o governo norte-americano, a Groenlândia é estratégica para conter adversários na região do Ártico. Os EUA mantêm base militar no território e já demonstraram interesse na ilha por razões de segurança, retomando o assunto desde o primeiro mandato de Trump. Em dezembro, o presidente nomeou Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial para tratar do tema.

A proposta provocou críticas da Dinamarca e do governo groenlandês, que afirmam que apenas a ilha pode decidir sobre seu futuro. Na terça-feira, líderes de França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca divulgaram comunicado conjunto afirmando que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e que a segurança no Ártico deve ser garantida coletivamente no âmbito da Otan. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque dos EUA à Groenlândia poderia comprometer a aliança militar.

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A Groenlândia, localizada no continente norte-americano, mantém fortes vínculos com a Dinamarca, mas possui autonomia desde 2009 e poderia decidir por independência via referendo. O interesse dos EUA também envolve recursos minerais, petróleo e gás natural, embora a exploração desses últimos seja proibida por questões ambientais e enfrente resistência de povos indígenas. Especialistas avaliam, no entanto, que a probabilidade de anexação pelos EUA é baixa.

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