O etanol de milho vem se consolidando como um dos principais motores de transformação do agronegócio, ampliando a integração entre produção de grãos, energia e proteína animal. O Brasil já ocupa a segunda posição mundial na produção do biocombustível e avança rapidamente, seguindo o modelo dos Estados Unidos, onde cerca de 40% do milho é destinado ao setor energético.
A produção brasileira saltou de menos de 3 bilhões de litros para uma projeção próxima de 10 bilhões na safra 2025/26, com crescimento médio de 20% ao ano. Atualmente, mais de 20% do etanol consumido no país já é produzido a partir do milho, ampliando espaço em uma matriz historicamente dominada pela cana-de-açúcar.
O avanço é ainda mais evidente no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho. O estado já produziu mais de 5,6 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/25 e deve chegar a 8,44 bilhões até 2026/27. Parte significativa da produção agrícola já é destinada à indústria, fortalecendo o mercado interno e reduzindo a dependência das exportações.
Além de impulsionar a economia regional, com geração de empregos e arrecadação, o modelo também amplia a eficiência da cadeia produtiva. Subprodutos como o DDG são utilizados na alimentação animal, reduzindo custos na pecuária. Com mais de 25 biorrefinarias no país e bilhões em investimentos previstos, o etanol de milho se firma como peça-chave na industrialização do agro brasileiro.




















