MATO GROSSO

Escândalo dos consignados marca 2025 em MT e termina sem CPI na Assembleia

Crédito - JLSiqueira/ALMT

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O ano de 2025 ficou marcado, em Mato Grosso, pelo avanço das denúncias envolvendo operações de crédito consignado que levaram milhares de servidores públicos ao superendividamento. Mesmo diante de suspeitas de fraudes, juros abusivos e irregularidades contratuais, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encerrou o ano sem instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.

Auditorias da Controladoria-Geral do Estado (CGE), relatórios do Procon-MT e investigações da Polícia Civil apontaram contratos sem assinatura válida, refinanciamentos não autorizados, uso indevido de dados pessoais e juros mensais que chegavam a 5% ou 6%. Estimativas apresentadas no Parlamento indicam que cerca de 62 mil servidores estaduais estão endividados, muitos com quase toda a renda comprometida por descontos em folha.

Em junho, o presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), afirmou que não havia ambiente político para a CPI, defendendo que outros órgãos já conduziam as apurações. Nos bastidores, parlamentares da oposição relataram dificuldade em reunir assinaturas, atribuindo o impasse à articulação do governo estadual para barrar o avanço da investigação legislativa.

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Como alternativa, a Assembleia aprovou em dezembro a criação da Câmara Setorial Temática (CST) dos Consignados, com prazo de 180 dias, voltada ao debate e à formulação de propostas. Paralelamente, decisões judiciais bloquearam repasses milionários às instituições financeiras investigadas, enquanto o STF suspendeu um decreto legislativo da ALMT sobre o tema, mantendo o caso sob forte atenção jurídica e social.

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