MATO GROSSO

Botelho cobra promessa e desafia Abilio a assumir Santa Casa

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) desafiou publicamente o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), a assumir a gestão da Santa Casa de Misericórdia, conforme prometido em seu plano de governo. A declaração foi dada nesta terça-feira (17), em entrevista à imprensa, diante das articulações para evitar o fechamento do hospital, que pode ocorrer após a inauguração do novo Hospital Central, previsto para absorver parte significativa da demanda da Santa Casa.

“Por que o prefeito não tem coragem de assumir a Santa Casa? Por que cobra só o Governo do Estado e não cobra as prefeituras também? Todos precisam fazer sua parte. Hoje, se algo não funciona, jogam para o Estado. Tem que ter responsabilidade”, disparou Botelho.

O parlamentar lembrou que, durante a campanha eleitoral de 2024, Abilio teria prometido entregar a Santa Casa a uma organização social (OS) e garantir a continuidade dos atendimentos. Para Botelho, é hora de cumprir o que foi anunciado à população.

“Na campanha, ele copiou meu plano de governo e dizia que assumiria a Santa Casa. Agora diz que não é responsabilidade dele. Não tem interesse. Isso é inaceitável”, criticou.

Botelho também citou declarações recentes de Abilio sobre uma suposta economia de R$ 100 milhões por mês na Prefeitura de Cuiabá. Segundo ele, parte desses recursos poderia ser investida na manutenção do hospital.

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Governo também deve participar, diz deputado

Apesar das críticas ao prefeito, Botelho reconheceu que o Governo do Estado, liderado por Mauro Mendes (União Brasil), também precisa participar da construção de uma solução. Segundo ele, o tema já está em pauta com o governador, e há expectativa de que um acordo viável seja alcançado para manter a unidade em funcionamento.

O deputado também comentou a sugestão do colega Júlio Campos (União Brasil), de que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) altere o orçamento estadual para garantir recursos à Santa Casa. Botelho ponderou, no entanto, que mudanças orçamentárias por parte do Legislativo só surtirão efeito se o Executivo tiver disposição para executar.

“No final das contas, é o governo quem tem que executar”, afirmou.

Leilão da Santa Casa fracassa

Em meio à crise, a Justiça do Trabalho promoveu o primeiro leilão do prédio da Santa Casa com valor inicial de R$ 78 milhões, para quitar dívidas trabalhistas com ex-funcionários. No entanto, não houve interessados. A previsão é de que um segundo leilão ocorra com valor reduzido, estimado em cerca de R$ 50 milhões.

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