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Atração de capital

Empresas chinesas querem participar do leilão do túnel de Santos, diz ministro de Portos e Aeroportos

A obra, cujos planos de execução remontam a 1924, há um século, vai ligar os moradores de Santos e Guarujá que hoje enfrentam transtornos e demoram, em média, uma hora para fazer o trajeto, seja de balsa ou contornando a região com veículos. (Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR)

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Em Pequim, Silvio Costa Filho conta que empresários chineses assinaram um conjunto de ações com o setor portuário da ordem de R$ 6 bilhões.

 

Por Humberto Azevedo

 

O ministro de Portos e Aeroportos, deputado federal licenciado pelo Republicanos de Pernambuco (PE), Silvio Costa Filho, que integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem à China, afirmou nesta terça-feira, 13 de maio, que empresas chinesas vão investir no setor portuário brasileiro e que demonstraram interesse em participar do leilão do túnel que liga as cidades de Santos-Guarujá, no litoral de São Paulo (SP).

 

Em cerimônia realizado no dia 27 de fevereiro, o governo federal lançou o edital para a construção do túnel submerso e inédito na América Latina com a previsão de contar com R$ 5,8 bilhões de recursos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de verbas do governo estadual e também de parceiros privados que executarão a obra.

 

“Grandes empresas na área da construção civil aqui da China querem participar do leilão. Serão investimentos na ordem de mais de R$ 6 bi. Essas empresas participarão do leilão no mês de agosto. Nos próximos 30 dias, um conjunto de empresas está indo ao Brasil para poder participar efetivamente da construção de consórcios”, disse o ministro Silvio Costa Filho.

 

AVIAÇÃO

 

O ministro também confirmou a assinatura de um acordo de cooperação com a Universidade da Aviação Civil da China. A parceria permitirá a troca de experiências e buscará convergência na área de tecnologia para melhorar a governança dos aeroportos brasileiros. Para Sílvio Costa Filho, a ampliação das relações entre Brasil e China tem reflexos diretos nas rotas aéreas entre os dois países. 

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“Além disso, assinamos um conjunto de ações com o setor produtivo portuário, onde a gente espera investimentos de quase R$ 5 bi nos portos públicos brasileiros. A gente tem trabalhado para avançar nessa direção. O primeiro movimento foi retomar, em 2024, voos diretos para o Brasil. Agora a gente tem a Air China viajando para o Brasil e a gente espera ampliar esses voos. Hoje, em torno de 80 mil passageiros viajam anualmente entre Brasil e China. Nos próximos três anos, precisamos ampliar esse volume de passageiros”, complementou Silvio Costa Filho. 

 

EMBRAER

 

De acordo com o ministro, outro ponto importante deve envolver a venda de aviões brasileiros. Para Sílvio Costa Filho, todo o trabalho é feito para que o fluxo comercial entre os dois países possa ser cada vez mais eficiente. 

 

“A gente está trabalhando para fazer com que a China possa também comprar aviões da Embraer. Já há o diálogo, hoje, do governo chinês com a Embraer para que a gente possa buscar essa parceria, fortalecendo a indústria da aviação brasileira. Nos nossos portos, 28% da corrente de exportação do Brasil vem aqui para a China. A gente quer evoluir no plano logístico e encurtar distâncias, ampliar os nossos navios para fazer com que a gente possa cada vez mais fortalecer setores como o agronegócio, o setor da proteína animal, o setor de minério de ferro, que são fundamentais para o desenvolvimento das exportações do Brasil”.

 

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FERROVIAS

 

Além dos setores portuário e de aviação, Silvio Costa Filho afirma que as ferrovias também estão inseridas no processo de crescimento. De acordo com o ministro, todo o trabalho feito para atrair investidores, entre eles os chineses, permite projetar um crescimento considerável tanto no setor portuário quanto na aviação civil.

 

“Estamos construindo rodovias como a FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que tem como objetivo interligar o interior da Bahia ao porto de Ilhéus), da Transnordestina. Essas ferrovias dialogam com o plano logístico brasileiro, que envolve rodovias, hidrovias e ferrovias. Elas vão ajudar na redução do custo logístico do país e automaticamente no escoamento da produção brasileira. Todo o debate que nós fizemos foi para ampliar o volume de movimentação através dos nossos portos com o mercado chinês e asiático. A gente vai ampliar, nesses próximos cinco anos, o volume de movimentação do agronegócio brasileiro e do setor de proteína animal. A gente observa a China como uma grande janela de oportunidades para o mercado brasileiro”, explica o ministro.

 

“O Brasil tem bons projetos, tem segurança jurídica, tem segurança institucional, fortalecimento das instituições e dialoga com a pauta da sustentabilidade. O mundo hoje quer produzir, mas quer produzir com sustentabilidade. E é por isso que o Brasil está se transformando nesse grande player internacional. A gente espera, nesse ano de 2025, o crescimento do setor portuário em mais de 5% e o crescimento no setor da aviação civil em mais de 6%. Isso vai ajudar no desenvolvimento econômico e na geração de oportunidades para o povo brasileiro”, finalizou o ministro.

 

Com informações de assessoria.

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