A Indústria e Serviço de Apoio e Assistência à Saúde (Grifort) suspendeu, na quinta-feira (19), a entrega de enxoval hospitalar e insumos ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e ao Hospital Municipal São Benedito, em Cuiabá, devido à falta de pagamento de cerca de R$ 8 milhões. A paralisação compromete a realização de cirurgias, já que afeta diretamente a confecção, higienização, desinfecção e esterilização de materiais têxteis hospitalares essenciais.
Além da suspensão, a empresa informou que pode retirar gradualmente equipamentos, enxoval e equipes das unidades. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), classificou a medida como “ilegal e abusiva”, afirmando que se trata de interrupção unilateral de serviço essencial, contrariando a legislação e princípios do serviço público.
A ECSP declarou que já adotou medidas jurídicas para garantir a continuidade dos serviços e preservar a segurança dos pacientes. Por outro lado, a Grifort sustenta que a decisão está amparada por dispositivos legais que permitem a suspensão em casos de inadimplência da administração pública, e que o impasse já foi levado a órgãos de controle, sem solução imediata.
Segundo a empresa, um prazo de 72 horas para pagamento foi estabelecido, mas não cumprido, tornando a operação financeiramente inviável. O valor em aberto inclui notas dos meses de novembro e dezembro de 2024, além de janeiro e fevereiro de 2026, somado à defasagem nos preços contratuais.
A Grifort também aponta a falta de repactuação contratual desde o encerramento do vínculo, em fevereiro de 2023. Desde então, os serviços seguem sendo prestados por meio de reconhecimento de dívida, enquanto um novo processo licitatório ainda não foi concluído.































