MATO GROSSO

OPERAÇÃO EMENDA OCULTA

Elizeu volta a se defender e diz que R$ 150 mil apreendidos são legais e declarados

Foto: Reprodução

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Alvo da Operação Emenda Oculta e pressionado pelas suspeitas envolvendo um suposto esquema milionário de desvio de emendas parlamentares, o deputado estadual Elizeu Nascimento voltou a se defender publicamente nesta quarta-feira (6) e afirmou, em entrevista à imprensa, mais uma vez, que os R$ 150 mil encontrados em espécie dentro de sua casa são legais, possuem origem comprovada e foram declarados no Imposto de Renda.

A quantia foi apreendida por agentes do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) durante mandados cumpridos na última quinta-feira (30). A operação também teve como alvo o irmão do parlamentar, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento, além de um servidor da Assembleia Legislativa e um empresário da Capital.

Segundo as investigações do Ministério Público de Mato Grosso, o empresário teria relatado que realizava saques em dinheiro vivo e transportava os valores em mochilas e sacos plásticos escuros antes de entregá-los aos irmãos Nascimento.

Questionado sobre o paradeiro de mais de R$ 7,7 milhões em emendas parlamentares citadas na investigação, Elizeu afirmou que todo o recurso foi aplicado em projetos de educação militar e negou qualquer irregularidade.

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“Os R$ 7,7 milhões se referem a três anos de investimento na educação militar. Nós conseguimos fazer uma entrega de aproximadamente 22 mil kits de uniformes de educação física para escolas militares, tanto a Tiradentes quanto também a Dom Pedro, contemplando 22 mil alunos por ano”, afirmou o deputado.

Segundo ele, os investimentos tiveram impacto direto nas escolas militarizadas e beneficiaram milhares de estudantes em Mato Grosso. “Então, R$ 7,7 milhões se refere à entrega, e é uma entrega que impacta na vida do cidadão”, acrescentou.

Ao voltar a comentar sobre os R$ 150 mil apreendidos, Elizeu insistiu que o dinheiro já constava oficialmente em suas declarações patrimoniais desde anos anteriores. O parlamentar disse ainda que os investigadores recolheram documentos bancários que comprovariam a origem da quantia.

“Esse valor que foi recolhido pela parte da investigação também está declarado na minha declaração de imposto de renda”, declarou.

“Além de tudo isso, também foi recolhido extrato de comprovante de saque, valor da minha conta mesmo. Aqui tem o salário, tem a verba indenizatória e isso também foi anexado ao recolhimento”, completou.

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Segundo o deputado, a defesa ainda não teve acesso completo aos autos por causa do sigilo imposto pelo Ministério Público. A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada em janeiro deste ano, que culminou no afastamento do ex-presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000. Conforme as investigações, os nomes de Elizeu e Cezinha apareceram em mensagens extraídas de celulares apreendidos durante a primeira fase da operação.

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