A Dinamarca e a Otan negaram nesta quinta-feira (22) que tenham oferecido qualquer cessão de soberania da Groenlândia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As declarações rebatem uma reportagem do jornal The New York Times, que afirmou que um acordo discutido entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, previa o controle americano de pequenas porções do território.
Segundo Rutte, o entendimento debatido não envolve soberania e trata apenas da possibilidade de atuação conjunta da Otan no Ártico diante de ameaças à segurança regional. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, também foi enfática ao afirmar que “não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania”, posição reforçada pela porta-voz da aliança, Allison Hart.
“O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”, disse Hart. Ainda assim, Rutte confirmou que conversou com Trump sobre formas de impedir que Rússia e China ampliem presença militar ou econômica na Groenlândia.
Após a reunião, Trump recuou da ameaça de impor tarifas de 10% a países europeus, incluindo a Dinamarca, e afirmou que há negociações em andamento sobre segurança no Ártico e o chamado “Domo de Ouro”. Mais cedo, em Davos, o presidente disse que não fará “uso da força” para tomar a Groenlândia, embora tenha voltado a defender a ideia de que os EUA tenham maior controle estratégico sobre a ilha.
















