MATO GROSSO

PROJETO ANTIFACÇÃO

Diego cobra plebiscito sobre pena de morte e prisão perpétua

Foto: Assembléia Legislativa

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Deputado afirma que o país precisa “encarar a guerra contra o crime organizado de frente”

 

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) elevou o tom na quarta-feira (19) ao defender que o Projeto Antifacção — recém-aprovado pela Câmara dos Deputados — seja acompanhado de um plebiscito nacional para decidir se o Brasil deve adotar pena de morte e prisão perpétua. Para ele, o país já ultrapassou o limite do suportável diante do avanço das facções.

O parlamentar argumenta que a consulta popular seria a forma mais direta de medir o que a população realmente deseja diante do “poder paralelo” que, segundo ele, domina bairros inteiros e impõe medo diário aos moradores. “Não dá mais para fingirmos que isso não existe. Quem vive nos bairros de Mato Grosso sabe o peso dessa realidade”, afirmou.

O Projeto Antifacção, enviado pelo Governo Federal ao Congresso em outubro, endurece o combate às organizações criminosas, ampliando penas para até 40 anos e reduzindo brechas para progressão de regime. Diego, porém, considera que o pacote ainda é tímido diante da gravidade do cenário. “Acho que deve ir à população a discussão sobre uma Constituinte que permita a prisão perpétua e a pena de morte”, disse, alegando que a guerra contra o crime “já chega atrasada”.

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Ele reforçou que o crime organizado não está restrito às periferias. “Tem muita gente de colarinho branco envolvida. A operação na Oscar Freire, em São Paulo, mostrou que o dinheiro das facções circula no coração financeiro do Brasil. Se não agirmos agora, vamos perder essa guerra”, alertou.

Diego também criticou o esvaziamento de fundos destinados ao enfrentamento das facções, apontado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante CPI no Congresso. Para o deputado, endurecer penas é fundamental, mas de nada adianta sem fortalecer quem está na linha de frente.

“O enfrentamento real só acontece quando as polícias têm condições dignas de trabalho, quando grandes operações atingem o braço financeiro das facções e quando as comunidades mais vulneráveis têm acesso à moradia, educação e proteção social”, avaliou.

Em tom de indignação, ele encerrou lembrando que o crime organizado já julgou e executou inocentes nos chamados “tribunais do crime”. “Não dá para aceitar que um sujeito degole outro e chame isso de justiça. Essas atrocidades mostram que não existe mais espaço para meias-medidas”, completou.

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Da assessoria

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