MATO GROSSO

TOLERÂNCIA ZERO

Delegado Nilson Faria alerta: “Facções dão falsa sensação de acolhimento; jovens estão morrendo por isso”

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Em entrevista exclusiva ao site RDM, o delegado Nilson Faria, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), fez um alerta contundente sobre o avanço das facções criminosas entre os jovens e o preocupante crescimento dos casos de feminicídio em Mato Grosso.

Segundo o delegado, a sedução das facções se dá pela busca de pertencimento e acolhimento que muitos adolescentes não encontram em casa ou na escola.

“O jovem busca acolhimento e, muitas vezes, encontra esse sentimento em um poder paralelo, que oferece uma falsa sensação de inclusão e respeito. No desejo de fazer parte de algo, ele acaba se envolvendo em um caminho que encurta sua vida ou o leva à prisão”, afirmou.

Nilson Faria defendeu que campanhas educativas e sociais podem reverter esse cenário, destacando como exemplo positivo as escolas cívico-militares implantadas no Estado.

“Essas escolas ajudam a fortalecer valores e disciplina. Com iniciativas assim, há esperança de que a situação melhore gradualmente”, disse.

Questionado sobre uma possível solução judicial do problema, o delegado afirma veementemente.

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“Em crimes brutais, a punição precisa ser compatível com a gravidade do ato”

O delegado também se posicionou a favor da redução da maioridade penal em casos de crimes cometidos com violência extrema. Para ele, a legislação atual não garante justiça às vítimas nem às famílias.

“Imagine um adolescente de 14 anos que comete um homicídio brutal, filma o crime e, após três anos em um centro de ressocialização, volta à liberdade. É compreensível que os pais da vítima não considerem essa punição justa”, argumentou.

Na avaliação de Faria, jovens a partir dos 12 anos já têm plena consciência do significado e da gravidade de seus atos, especialmente em crimes como homicídio e estupro.

“Se a maioria da sociedade entende que não é justo, o Estado também deve rever sua postura. É preciso agir com firmeza e demonstrar justiça verdadeira”, completou.

O delegado citou também casos recentes de motoristas de aplicativo assassinados por grupos que contavam com a participação de menores de idade, o que, segundo ele, reforça a urgência de uma revisão na lei.

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