O pai de Raquel Cattani, deputado estadual Gilberto Cattani, afirmou que a condenação dos assassinos da filha trouxe um alento à família, embora não represente o fim da dor. Os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde foram condenados à pena máxima, que somada chega a 63 anos de prisão, após júri realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
“É um alento. Uma sensação de que vão, pelo menos, pagar um pouco daquilo que fizeram de mal à sociedade, principalmente à nossa família. É um capítulo da história que se encerra. É um sentimento de alívio também. Eu não se se encerra, né? Não tem como encerrar, não tem como esquecer”, disse Cattani à imprensa após o julgamento.
Romero, ex-marido da vítima, foi condenado como mandante do crime a 30 anos de prisão em regime fechado. Já Rodrigo, apontado como executor, recebeu pena de 33 anos, 3 meses e 20 dias. Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público, que sustentou que o crime foi premeditado, cometido de forma covarde e sem qualquer chance de defesa para Raquel.
Raquel Cattani foi encontrada morta dentro de casa, no Assentamento Pontal do Marape, com múltiplas lesões causadas por arma branca. As investigações apontaram que o assassinato foi encomendado por Romero e executado pelo irmão, que ainda tentou simular um latrocínio para despistar a polícia. O julgamento durou cerca de 16 horas e reconheceu as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
















