A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (11) provocou reações intensas entre parlamentares e apoiadores. Nas redes e em declarações públicas, aliados classificaram a decisão como “perseguição política”, “injustiça” e “vingança”. O julgamento foi definido com o voto do ministro Cristiano Zanin, logo após o posicionamento da ministra Cármen Lúcia. Alexandre de Moraes e Flávio Dino já haviam se manifestado pela condenação de Bolsonaro e outros sete aliados por participação em uma suposta trama golpista.
O deputado federal José Medeiros (PL), um dos principais nomes do bolsonarismo no Congresso, afirmou que a decisão do STF representa uma “vergonha histórica” e disse que não houve nenhuma ordem direta do ex-presidente para atos antidemocráticos. “O maior líder político do país foi deixado inelegível por um motivo que até hoje ninguém entendeu”, afirmou. Medeiros defendeu a votação da proposta de anistia como “último suspiro da democracia no Brasil”.
Outro parlamentar, Nelson Barbudo (PL), acusou Alexandre de Moraes de parcialidade no processo. Ele resgatou um discurso de Bolsonaro, em dezembro de 2021, em que o então presidente chamava o ministro de “canalha”, e disse que a condenação é “baseada em ódio e vingança”.
O vereador Rafael Ranalli (PL) também criticou duramente a decisão da Suprema Corte. Em publicação nas redes sociais, afirmou que Bolsonaro foi condenado por “pensar diferente” e que o STF teria “ignorado provas e passado por cima da Constituição”. No dia anterior, bolsonaristas do estado haviam elogiado o voto de Luiz Fux, o único a votar pela absolvição do ex-presidente.
















