CENTRO-OESTE

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
De olho...

Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

publicidade

Embate no “centrão” paulista

Fontes do PP afirmam que o nome do ex-ministro de Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo), é cotado para uma candidatura majoritária como forma de oferecer um aceno maior ao bolsonarismo paulista, mas sua viabilidade para cargos de peso é considerada frágil. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

De acordo com informações apuradas junto a parlamentares do “centrão”, a federação partidária formada por PP e União Brasil avalia lançar um candidato próprio ao governo do estado de São Paulo para pressionar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por mais espaço e recursos. Tanto aliados de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e secretário de governo de Tarcísio – considerado o “homem forte” do governo paulista, quanto da ala ligada ao secretário estadual de Segurança Pública, o deputado federal licenciado Guilherme Derrite (PP-SP), expressam insatisfação com a relação do governador com as bases municipais e a perda de influência na gestão. A movimentação é vista como uma estratégia de barganha e “briga política” dos dois grupos para garantir mais verbas para prefeituras do interior aliadas e maior participação na chapa de reeleição de Tarcísio.

 

 

Acareação celebrada

Petista celebra acareação no STF sobre fraude no Banco Master e cita que políticos como Ibaneis e Ciro Nogueira seguem “sem dormir”. (Foto: Reprodução / Intercept Brasil)

O vice-líder do governo na Câmara, deputado Rogério Correia (PT-MG), celebrou a acareação realizada pelo ministro Dias Toffoli, no STF, entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, no inquérito que apura fraude de R$ 12,2 bilhões na venda de carteiras de crédito fictícias. O petista mineiro afirmou que o ministro Dias Toffoli acertou ao determinar o confronto, que expôs contradições entre os investigados, enquanto o depoimento do diretor do Banco Central do Brasil (BCB), Ailton de Aquino Santos, trouxe provas robustas. Correia declarou que “o governador [de Brasília] Ibaneis já tem pesadelos com a Papuda e Ciro Nogueira não dorme nem com remédios”, sugerindo que eventuais delações podem ampliar o escopo político do caso. Ele também criticou reportagens que, em sua visão, tentaram desviar o foco para questões periféricas da “Operação Compliance Zero” da Polícia Federal.

 

 

BCB, fundamental

Para algumas fontes do Planalto, novos detalhes da fraude e do papel do Banco Central que impediu a compra do Banco Master pelo BRB devem surgir nos próximos dias. (Foto: Divulgação / Banco Master)

O inquérito que apura o caso do Banco Master investiga um suposto esquema fraudulento de uma carteira de crédito de R$ 12,2 bilhões, constituída por operações irregulares ou inexistentes, que foi oferecida para venda ao BRB. A fraude, desvendada pela “Operação Compliance Zero” da Polícia Federal, consistia em inflar artificialmente o patrimônio do banco para viabilizar sua aquisição pelo banco público. O Banco Central do Brasil (BCB), ao vetar a transação e acionar as autoridades, desempenhou um papel central ao expor as irregularidades técnicas. O diretor de fiscalização do BCB, Ailton Aquino, forneceu ao STF um detalhamento técnico considerado fundamental para a investigação, demonstrando o prejuízo potencial ao erário. De acordo com fontes governistas com acesso ao ministro Toffoli, o foco é apurar a autoria intelectual do esquema e se houve uso de influência política para forçar a compra pelo BRB, enquanto se aguardam possíveis delações premiadas.

 

 

Compasso de espera

Leia Também:  Deputada de MT lança e-book sobre o Vale do Arinos
Governistas temem que parlamentares do “centrão” possam articular nos bastidores a desestabilização do governo para evitar uma suposta e provável delação de Vorcaro no caso do Banco Master e que possa atingir aliados do senador Ciro Nogueira. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

De acordo com informações apuradas junto a parlamentares ligados ao Planalto, vários parlamentares petistas desconfiam que setores do “centrão” estejam por trás de manobras no caso do Banco Master, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Os governistas veem com preocupação a proximidade de Vorcaro com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, cuja bancada integra a maior federação partidária do Congresso. A investigação, conduzida pela delegada Janaína Palazzo, é vista como crucial, e há temor de que uma eventual delação premiada do banqueiro possa atingir figuras políticas influentes. A assessoria do Planalto monitora a situação, temendo que o caso ganhe contornos de uma operação de desestabilização política, em um contexto de relações conturbadas entre o Palácio do Planalto e o “centrão”.

 

 

Novo salário-mínimo

Novo salário mínimo de R$ 1.621,00 deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026. (Foto: Gilson Abreu / AGN)

O novo salário mínimo de R$ 1.621,00, que entrou em vigor nesta última quinta-feira, 1º de janeiro, deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia deste ano, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O reajuste de 6,79% alcançará diretamente a renda de cerca de 61,9 milhões de brasileiros, sendo 29,3 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Por outro lado, as despesas da Previdência Social terão um aumento estimado de R$ 39,1 bilhões em 2026, refletindo o impacto do piso nos benefícios. O cálculo considerou a inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 4,18% e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) limitado a 2,5% pelas novas regras do arcabouço fiscal.

 

 

Energia eólica

A consulta pública compensará perdas de energia eólica e solar por cortes na rede. O governo busca fortalecer a cadeia produtiva do setor para estimular a geração de empregos e a inovação tecnológica. (Foto: Ari Versiani / Agência Brasil)

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu consulta pública para estabelecer regras de compensação financeira a geradores de energia eólica e solar fotovoltaica afetados por cortes de geração no sistema elétrico nacional. A medida, em análise até 16 de janeiro, visa a reduzir prejuízos acumulados desde setembro de 2023 e dar maior previsibilidade aos investimentos em renováveis. A proposta prevê um termo de compromisso para ressarcir os agentes, buscando equilíbrio entre segurança jurídica para os investidores e proteção aos consumidores de custos excessivos. A iniciativa, que conta com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é promovida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDICS), para reforçar a integração da política energética, do crédito público e do desenvolvimento industrial.

 

 

Salvaguardas chinesas

De acordo com a FPA, é necessária uma ação imediata do governo para evitar instabilidade no mercado, impactos no abate e queda na renda do produtor já no início de 2026. (Foto: Reprodução / The AgriBiz)

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) emitiu nota na última quarta-feira, 31 de dezembro, alertando para o risco de a salvaguarda chinesa às importações de carne brasileira causar instabilidade no mercado e impacto no abate e na renda do produtor já no início de 2026. A entidade afirmou que vai atuar de imediato junto ao Ministério da Agricultura (MAPA), ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo para abrir um canal de negociação direto com as autoridades da China. O objetivo é buscar soluções que garantam previsibilidade ao setor exportador. A FPA também solicitará um levantamento técnico detalhado sobre o fluxo recente das exportações para embasar a estratégia brasileira e evitar uma redução desorganizada do mercado. A medida chinesa, já esperada pelo setor, agora exige uma resposta rápida para preservar a estabilidade da cadeia produtiva nacional.

Leia Também:  Atividade econômica cresce 2,41% no primeiro trimestre, informa BC

 

 

Apoio à decisão de Kássio Nunes

As instituições argumentam que a exigência com base em balanços intermediários pode levar à tributação indevida de resultados de dezembro e enfraquecer a confiança legítima no sistema. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Associações representativas da advocacia, como a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), o Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA) e o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), emitiram nota manifestando apoio à decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kássio Nunes Marques, que prorrogou para 31 de janeiro de 2026 o prazo para aprovar a distribuição de lucros de 2025. As entidades afirmam que a liminar é fundamental para garantir segurança jurídica aos contribuintes. O documento critica a orientação da Receita Federal, que recomendava a aprovação antecipada até 31 de dezembro, por tentar esvaziar a decisão judicial e transferir o risco de uma eventual reversão para as empresas.

 

 

Investimentos em comunicações

Investimento estrangeiro em telecomunicações no Brasil cresceu 12,1% até novembro de 2025. (Foto: Divulgação / Secom-MCom)

O investimento estrangeiro direto no setor de telecomunicações do Brasil atingiu R$ 34,22 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, um crescimento de 12,1% em relação ao mesmo período de 2024, conforme dados do Banco Central do Brasil (BCB). O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, atribuiu o resultado à modernização do país e à expansão da conectividade, destacando que o Brasil está “no radar do mundo”. Os recursos são considerados fundamentais para acelerar a implantação do 5G, que já chega a mais de 1,3 mil cidades, e para reduzir desigualdades regionais. Programas como o Nordeste Conectado têm ampliado o acesso à internet de alta capacidade em escolas e praças públicas. O desempenho reforça a confiança internacional na economia brasileira e a atratividade do país para o capital produtivo.

 

 

Tesouro direto

Tesouro Direto atrai R$ 6,19 bilhões em aplicações em novembro, com recorde de pequenos investidores. (Foto: Divulgação / Secom-MF)

O Tesouro Direto registrou um forte movimento em novembro, com investimentos totais de R$ 6,19 bilhões, resultando em uma emissão líquida de R$ 2,83 bilhões após os resgates. O título indexado à Selic foi o mais demandado, concentrando 57,4% das vendas. Um dado que chama a atenção é a participação maciça do pequeno investidor: aplicações de até R$ 1 mil representaram 59,3% do total de 802.806 operações realizadas no mês. O estoque total do programa alcançou R$ 205,4 bilhões, um aumento de 36,2% em relação a novembro de 2024. A base de investidores ativos também cresceu, chegando a 3,3 milhões de pessoas, um incremento de 19,2% no ano. Os números reforçam a adesão contínua do público aos títulos públicos, com destaque para a busca por segurança e proteção contra a inflação.

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade