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Bastidores do Poder – Sem Toffoli à frente do caso do Banco Master e muitas outras poucas e boas

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Master, sem Toffoli

Apesar de agradar boa parte do “centrão” ligado ao senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, o ministro “terrivelmente evangélico” tem um histórico de atritos com o presidente do Congresso, senador Alcolumbre. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, deixou a relatoria do caso Banco Master após reunião tensa com os demais ministros nesta última quinta-feira, 12 de fevereiro, convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) com menções a Toffoli extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Vitória do “centrão”

Nos bastidores, a avaliação é que a saída negociada — sem declaração formal de suspeição — foi uma vitória não apenas de Fachin, mas também do “centrão”, que viu na substituição por um ministro indicado por Bolsonaro uma forma de conter os estragos políticos do escândalo.

 

Articulação nos bastidores

Segundo relatos, Toffoli demonstrou resistência inicial, mas foi convencido pelos colegas de que o afastamento voluntário era a única via para evitar anulações de atos já praticados e conter o desgaste institucional da Corte. A reunião incluiu críticas à PF por investigar o ministro sem autorização judicial, mas o consenso era que os indícios de conexões com Vorcaro tornavam insustentável sua permanência. A saída preserva todas as decisões já tomadas por Toffoli.

 

Alívio no “centrão”

A redistribuição do caso para André Mendonça, indicado por Bolsonaro, acalmou os bolsonaristas e tende a blindar setores do “centrão” com relações políticas com Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel. Líderes partidários lembram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou nomes para o comando do fundo de pensão do Amapá, investigado pela PF por comprar títulos do Master.

 

Alcolumbre em alerta

André Mendonça é o novo relator no STF do caso Master. O ministro indicado pelo ex-presidente Bolsonaro já relata inquérito das fraudes no INSS. (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

O ministro André Mendonça foi sorteado novo relator do caso Master no STF, acumulando também a relatoria do inquérito que investiga fraudes no INSS — casos que se comunicam, pois há suspeitas de fraudes praticadas pelo Master tanto no sistema financeiro como na concessão de crédito consignado. A escolha gerou tensão em setores do Congresso, especialmente em setores do “centrão” ligados a Alcolumbre, que teme uma condução linha dura e sem limitações ao trabalho da PF.

 

Perfil “independente”

Mendonça é considerado um ministro “independente” no Congresso e sua indicação por Bolsonaro enfrentou forte resistência de Alcolumbre, que segurou sua sabatina por cinco meses na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2021. O episódio criou “grande mal-estar”, e a percepção é que Mendonça não terá “melindre” em avançar sobre eventuais relações políticas de Vorcaro. Setores da PF, do Banco Central do Brasil (BCB) e do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) comemoram a substituição de Toffoli por Mendonça.

 

Preocupação no bolsonarismo

O relatório que a PF deve encaminhar nomes de autoridades com foro privilegiado citadas nas conversas de Vorcaro e Zettel, que preocupam o “centrão” de Ciro Nogueira e alguns bolsonaristas. Alcolumbre, que indicou nomes para o comando do fundo de pensão do Amapá investigado por comprar títulos do Master, está no radar. Mendonça terá de decidir se mantém o caso no STF ou o remete à Justiça Federal, além de definir o nível de sigilo.

 

Seleção Sub-17 em Sergipe

Para receber as atletas da seleção brasileira feminina sub-17, o governo sergipano investiu R$ 3,42 milhões em clubes locais. (Foto: Divulgação / Secom-Gov-SE)

O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (MDB), recebeu no Palácio dos Despachos a delegação da seleção brasileira feminina sub-17, que realiza no estado seu primeiro período oficial de treinamentos, entre 5 e 15 de fevereiro. O gestor destacou o protagonismo sergipano no fomento ao futebol feminino e o reconhecimento da infraestrutura esportiva local. A delegação reúne 30 atletas nascidas entre 2009 e 2010, comissão técnica e dirigentes.

 

Preparação e Estrutura

Sob comando da treinadora Rilany Silva, os treinos ocorrem no Centro de Desenvolvimento do Futebol, em Barra dos Coqueiros, e na Arena Batistão, em Aracaju. A equipe se prepara para o campeonato sul-americano feminino sub-17, em abril. Está previsto amistoso entre a seleção brasileira e a seleção sergipana, fortalecendo o intercâmbio esportivo e aquecendo a economia local.

 

Investimentos e Legado

Mitidieri anunciou investimento de R$ 3,42 milhões em clubes da primeira divisão sergipana e ações voltadas ao esporte de base e amador. A secretária de Esporte, Mariana Dantas, lembrou iniciativas como a Copa Serigy, que exige participação feminina. O presidente da federação sergipana, Milton Dantas, e a treinadora Rilany Silva destacaram a parceria com o governo estadual e a CBF como marco para o futebol feminino.

 

90% de projetos aprovados

Plano de equilíbrio fiscal aprovado pelo Tesouro Nacional viabilizou retomada de investimentos de Campo Grande. (Foto: Divulgação / Prefeitura de Campo Grande)

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), participou da abertura oficial da sessão solene inaugural da Câmara Municipal da capital sul-mato-grossense, marcando a retomada dos trabalhos legislativos em 2 de fevereiro de 2026. Em seu discurso, a gestora destacou o alinhamento institucional entre Executivo e Legislativo, lembrando que cerca de 90% dos projetos enviados pela prefeitura foram aprovados pelos vereadores em 2025.

 

Equilíbrio e investimentos

Adriane Lopes ressaltou a retomada da capacidade de investimento do município, conquistada após a aprovação do plano de equilíbrio fiscal pelo Tesouro Nacional. A prefeita afirmou que medidas difíceis foram necessárias para garantir entregas à população nos próximos anos, incluindo reestruturação de serviços e novas obras. Um relatório com ações realizadas e projetos futuros foi entregue à Câmara.

 

Diálogo institucional

O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto – conhecido como “Papy” (PSDB), reafirmou o compromisso do Legislativo com a população e defendeu o diálogo como método de trabalho. “Quando estamos unidos na mesma direção, Campo Grande ganha. O campo-grandense não quer briga de político, quer solução para a sua vida”, declarou, reforçando a independência construtiva entre os poderes.

 

Indicação aprovada

O secretário-executivo da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do governo paulista, Diego Domingues, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Infraestrutura da Alesp para presidir a Arsesp. (Foto: Gabriel Eid / Alesp)

A Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, por unanimidade, o nome de Diego Domingues para o cargo de diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Indicado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Domingues teve seu nome arguido pelos parlamentares nesta última quarta-feira, 11 de fevereiro, e agora assume o comando da autarquia.

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Atuação e competência

A Arsesp é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de energia elétrica, gás canalizado e saneamento básico no estado, incluindo concessionárias como a Enel SP, responsável pela distribuição de energia na região metropolitana, e a Sabesp, responsável pelo abastecimento de água e saneamento. 

 

Compromissos e metas

O novo diretor afirmou que sua gestão será pautada pelo rigor técnico, autonomia legal e uso de tecnologia para coleta de dados em tempo real, visando otimizar a fiscalização. O deputado Capitão Telhada (PP) elogiou a escolha e destacou a necessidade de responsabilidade e sensibilidade social nas decisões que impactam milhões de paulistas.

 

CMM: leis e bairros

Em 2025, o transporte coletivo atingiu 99,96% de eficiência, 96% dos contratos foram licitados (economia de R$ 2,5 bi) e a atenção primária à saúde alcançou 97% de cobertura. (Foto: Cleuton Silva / Dicom CMM)

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador David Reis (Avante), projetou para 2026 a ampliação da produção legislativa e o fortalecimento da atuação parlamentar nos bairros. A declaração ocorreu na Sessão Solene de abertura dos trabalhos da 2ª Sessão do 1º Biênio da 19ª Legislatura, na última segunda-feira, 9 de fevereiro.

 

Ampliar produção

Reis afirmou que o Legislativo municipal intensificará o ritmo de proposições e a presença nas comunidades, auxiliando o Poder Executivo com sinergia institucional. “Fiscalizar é um dever. Quando acionamos a prefeitura, temos pronta atenção aos problemas e vamos construindo uma Manaus melhor”, declarou. O presidente destacou a parceria com o prefeito David Almeida (Avante).

 

Metas para 2026

Durante a leitura da mensagem enviada pelo prefeito manauara, foram apresentadas as seguintes metas: Hospital Municipal, Cidade do Autista, aterro sanitário, obras nas voçorocas, drenagem do igarapé do Crespo, viaduto Passarão, Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, além de mais de 21 escolas, moradias, ecobarreiras, feiras, mercados e UBSs.

 

TCE-PR: R$ 280 mi

Foram identificadas 115 falhas, com 95 sendo corrigidas pelos gestores. (Foto: Divulgação / TCE-PR)

O Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), por meio da 5ª Inspetoria de Controle Externo, gerou uma economia potencial de R$ 280,1 milhões aos cofres estaduais em 2025. O resultado decorre da análise preventiva de editais de licitação de obras rodoviárias e edificações públicas, realizada antes das contratações. A atuação garantiu correção de falhas técnicas, maior segurança jurídica e competitividade nos certames.

 

Infraestrutura e edificações

A fiscalização preventiva sobre editais de rodovias respondeu pelo maior impacto: R$ 242 milhões em benefícios, com ajustes em modelagens, quantitativos, projetos, matrizes de risco e critérios de julgamento. Na análise de obras de edificações, as correções geraram R$ 38,1 milhões, sanando problemas em anteprojetos, exigências restritivas, tributos (ISS, PIS, Cofins) e inconsistências técnicas.

 

Integra e resolutividade

Por meio do sistema Integra, a 5ª ICE avaliou R$ 8,3 bilhões em recursos licitados. Das 115 oportunidades de melhoria identificadas, 95 foram prontamente sanadas pelos gestores, evitando processos formais e demonstrando alto índice de resolutividade. A abordagem preventiva consolidou-se como ferramenta indutora de eficiência, transparência e qualidade nas contratações públicas estaduais.

 

Ibaneis: despiste?

STJ abriu procedimento formal contra Ibaneis, distribuído à ministra Isabel Gallotti e enviado à PGR. Com a renúncia ao GDF, o caso deve ir para a primeira instância. (Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil)

O governador Ibaneis Rocha (MDB) reafirmou nas suas redes digitais que é pré-candidato ao Senado, em contradição com informações de bastidores de que teria dito a aliados que não disputará o cargo. Nos bastidores políticos, a decisão é interpretada como um despiste para deixar a vida pública, ainda que mantenha publicamente o discurso de candidatura — considerada asfixiada pelas revelações do escândalo envolvendo o Banco Master.

 

Isolamento político

A manifestação pública aprofundou o distanciamento com o Palácio do Planalto, fechando canais de diálogo com o governo federal. Aliados avaliam que a contradição fragiliza sua sustentação política e acentua o isolamento em um momento delicado, no qual o governador enfrenta desgaste crescente e perde espaço entre correligionários do MDB e da sua base governista.

 

Agravamento jurídico

Paralelamente, a situação jurídica de Ibaneis se agravou. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaurou procedimento formal contra o governador, distribuído à ministra Isabel Gallotti e encaminhado à Procuradoria-Geral da República. Ibaneis nega irregularidades, mas é citado em depoimentos que apontam tratativas com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por uso de influência política em operações financeiras.

 

TSE mantém Seif

TSE rejeitou recurso, por unanimidade, mantendo mandato de Jorge Seif (PL-SC), que era acusação de uso de aeronaves e estrutura das Lojas Havan do empresário Luciano Hang na campanha de 2022. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, afirmou: “não se tem a prova cabal”. Processo arquivado. (Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por unanimidade nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, o recurso que pedia a cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC). Acusado pela coligação “Bora Trabalhar” (PSD-Patriota-UniãoBrasil) de abuso de poder econômico na campanha de 2022 — incluindo uso de aeronaves e estrutura das Lojas Havan, do empresário Luciano Hang. O parlamentar teve o mandato preservado por falta de “prova cabal” ou “prova robusta” das irregularidades.

 

Falta de provas

O relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, reconheceu a existência de “indícios” e “penumbra” nos registros, mas afirmou que a acusação não produziu elementos suficientes para comprovar, acima de qualquer dúvida, a conduta ilegal. A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, destacou que “não se tem a prova cabal de que ele realmente estivesse nessa aeronave”. O voto do relator foi seguido por todos os ministros.

 

Comemoração

Em nota, Seif celebrou a decisão como a “vitória do voto do povo”. “Hoje, o TSE confirma aquilo que Santa Catarina já havia reconhecido por unanimidade no TRE: não houve irregularidade. Não houve crime. Houve uma eleição legítima”, afirmou. O senador agradeceu a Deus, à família, à equipe e ao povo catarinense, e declarou que saiu do processo “mais maduro” e com a consciência tranquila, reafirmando seu compromisso com a fé, a democracia e o mandato.

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Carnaval divide PT

Samba-enredo “do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” da Acadêmicos de Niterói é questionado pela oposição bolsonarista. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Já se discute no Palácio do Planalto uma estratégia para conter os danos do samba-enredo em homenagem a Lula, que a Acadêmicos de Niterói apresentará no próximo domingo, 15 de fevereiro, na Marquês do Sapucaí. Auxiliares do presidente temem que a participação da primeira-dama Janja no desfile — ela chegou a ensaiar na quadra — e a presença do próprio Lula no camarote do prefeito Eduardo Paes (PSD) — pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro (RJ) – sejam enquadradas como propaganda eleitoral antecipada, gerando punição à reeleição.

 

Riscos e precedentes

Os críticos alertam para o risco de vaias orquestradas por aliados de Bolsonaro, mais agressivos que em 2007, na abertura dos jogos Pan-americanos. Defensores rebatem lembrando que o TSE multou Bolsonaro em apenas R$ 5 mil por campanha antecipada em 2022 — “pagou e pronto” . O partido Novo já acionou o TSE pedindo multa de R$ 9,65 milhões, e a senadora Damares Alves recorreu ao Ministério Público (MP) eleitoral, citando versos como “13 noites, 13 dias” e “sem mitos falsos, sem anistia”.

 

Sinal amarelo

O TSE negou liminares, mas a ministra Cármen Lúcia advertiu: “Não parece ser um cenário de areias claras de uma praia, parece mais areia movediça”. O TCU investiga o repasse de R$ 12 milhões da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que repassou R$ 1 milhão para cada uma das 12 escolas que desfilam no grupo especial, e que beneficiou a agremiação. Lula resiste a desmarcar a ida: Janja está “muito empolgada”.

 

PSB mantém Alckmin

Prefeito de Recife (PE), João Campos afirma que a “manutenção do vice-presidente Alckmin na chapa é prioridade”. Lula, em declaração recente, disse que Alckmin “tem um papel a cumprir em São Paulo”. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

O presidente nacional do PSB, João Campos, reuniu-se com Lula no Palácio do Planalto na última terça-feira, 10 de fevereiro, e reafirmou que a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa presidencial é “prioridade absoluta” do partido. Campos classificou o vice como peça-chave da aliança e disse ter feito a defesa de forma direta, em ambiente franco e amistoso. 

 

Ofensiva do MDB

Lula avalia abrir o posto ao MDB para reforçar a base no Congresso e isolar o bolsonarismo. Caciques da sigla condicionam uma aliança formal ao convite explícito para indicar o vice. Os nomes cotados são o senador e ministro Renan Filho (AL) e o governador do Pará, Helder Barbalho. No entanto, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, mantém aliança com Tarcísio de Freitas em São Paulo. Dos 27 diretórios estaduais do MDB, 16 são contrários a Lula e 11 favoráveis.

 

Tebet e o tabuleiro paulista

Simone Tebet sinalizou a João Campos que aceita se filiar ao PSB e disputar o Senado ou o Palácio dos Bandeirantes por São Paulo, mas apresentou uma lista de exigências a Lula: recursos, apoio da militância petista, garantia de não sofrer “fogo amigo” das alas mais à esquerda do PT e, em caso de derrota, a promessa de continuar ministra. 

 

Aposta de Kassab

Kassab aposta na viabilidade de um nome de centro para enfrentar Lula (PT) no 2º turno, mas antes precisa superar Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 2º colocado nas pesquisas. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, aposta que um dos três governadores da legenda — Ratinho Junior (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) — chegará ao segundo turno contra Lula. A decisão sobre o candidato único será tomada em abril. O principal adversário, no momento, não é o petista, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que hoje ocupa o segundo lugar nas pesquisas.

 

Desafio: vencer Flávio

Kassab avalia que precisa tirar da disputa o clã Bolsonaro, representado pela candidatura de Flávio — estratégia do ex-presidente para manter a polarização com Lula, após afastar Tarcísio de Freitas (Republicanos) da corrida. O objetivo é derrotar Flávio, mas preservar o bolsonarismo, mantendo o voto do campo conservador contra Lula no segundo turno.

 

Articulação centrista

Kassab mobiliza sua habilidade histórica de conviver com todos os espectros políticos — do PSDB ao PT — e mantém bom trânsito no “centrão”, base de sua legenda. Ironia: o único presidente com quem nunca teve boa relação foi Jair Bolsonaro, cujo filho agora precisa derrotá-lo. 

 

Irajá na ANM enfraquece o PSD?

Ministro Carlos Fávaro, presidente do PSD-MT, e o secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda. (Foto: Divulgação / PSD)

A possível nomeação do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Irajá Lacerda, para a diretoria da Agência Nacional de Mineração (ANM) pode tirar do jogo eleitoral o principal nome do Partido Social Democrático (PSD) em Mato Grosso para a disputa à Câmara dos Deputados. A articulação para o cargo avança nos bastidores, reduzindo as chances de Irajá ser candidato. Caso se confirme, o partido corre sério risco de não eleger nenhum deputado federal no próximo pleito. Além do impacto direto na chapa proporcional, a saída de Irajá pode provocar uma dissidência interna no PSD, com lideranças e grupos migrando para outras siglas em busca de melhores condições eleitorais.

 

Centralismo democrático

Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidência da República, e o empresário Paulo César Oliveira, novo presidente do DC. (Foto: Divulgação / Assessoria)

A direção nacional do Democracia Cristã (DC), antigo Partido Democrata Cristão (PDC), acaba de dissolver o diretório regional da legenda em Mato Grosso. Motivo: alguns dos principais dirigentes do partido no Estado aderiram a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), em detrimento do candidato da DC, o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo.

 

Escreveu não leu…

A coluna conversou com o presidente nacional do DC, que foi peremptório ao afirmar que “o DC tem candidato a presidente e todos os filiados e militantes devem apoiá-lo”. Lembrando que Aldo Rebele é egresso do PC do B, partido que era regido pelo “centralismo democrático”, a prática de que decisão deve ser cumprida. E ponto.

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