China e MT fortalecem laços

O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, se reuniu na última quarta-feira, 11, com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, para debater o fortalecimento da cooperação agrícola e o incremento do comércio bilateral.
Parceria consolidada
Em 2025, as exportações mato-grossenses para a China ultrapassaram R$ 62 bilhões, consolidando o país asiático como principal destino, responsável por mais de 40% das vendas externas do estado. A China também liderou como fornecedora, com mais de R$ 4 bilhões, em fertilizantes, defensivos e máquinas.
Logística e diversificação
A pauta concentrou-se em gargalos logísticos e no déficit de armazenagem, que chega a 52% no estado, comprometendo a qualidade da produção e pressionando o sistema de transporte durante a safra. Tomain defendeu investimentos em corredores de exportação conectados ao Pacífico, especialmente via Peru, como rota estratégica para encurtar o caminho até a Ásia.
Visão de futuro
O embaixador Zhu afirmou que a China quer ampliar a pauta de importações para além de soja e milho, incluindo frutas e outros produtos, e demonstrou interesse em aprofundar a cooperação logística regional, e que a aproximação com Mato Grosso está alinhada ao novo plano de desenvolvimento chinês para os próximos cinco anos, baseado em inovação e sustentabilidade, e ressaltou a importância da parceria para a segurança alimentar de seu país, que possui área agricultável limitada.
Parceria com Singapura

Brasil e Singapura assinaram na última quarta, 11, um memorando de entendimento para ampliar a cooperação bilateral em inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável. O acordo foi firmado por videoconferência entre o vice-presidente Geraldo Alckmin e o vice-primeiro-ministro singapurense, Gan Kim Yong.
Áreas de cooperação
O memorando prevê a criação de um grupo técnico para definir áreas prioritárias nos próximos cinco anos. No setor de inovação, inclui inteligência artificial, tecnologias quânticas, semicondutores, cibersegurança e agritechs. Alckmin destacou que a iniciativa estabelece uma base institucional robusta para aproveitar o potencial de cooperação nos próximos anos.
Acordo bilateral
Alckmin também afirmou que o governo brasileiro trabalha para que o acordo de livre comércio entre Mercosul e Singapura, assinado em 2023, seja aprovado pelo Congresso Nacional. A parceria reforça a aproximação do Brasil com a Ásia e amplia as oportunidades de cooperação tecnológica e sustentável entre os dois países.
Fórum Brasil-China no Rio

O Rio de Janeiro sedia até sábado, 14 de março, a primeira edição do “TurisMall”, plataforma multieventos de turismo, negócios e inovação. Um dos principais destaques é o Fórum Brasil-China de Comércio e Turismo, que deve reunir cerca de 250 autoridades, empresários e investidores dos dois países na Casa Firjan, com expectativa de movimentar R$ 25 milhões em parcerias estratégicas e investimentos.
Nova economia
O evento integra o Ano da Cultura e do Turismo Brasil-China 2026 e conta com curadoria da Nova Jornada. A programação inclui painéis sobre panorama comercial bilateral, turismo como motor econômico, conectividade logística, e-commerce, economia criativa e governança em projetos binacionais. Entre os temas estão o perfil do turista chinês, rotas aéreas estratégicas e segurança jurídica para contratos internacionais.
Programação estratégica
Além do fórum bilateral, o “TurisMall” ocupa espaços como Museu do Amanhã, Copacabana Palace e Associação Comercial do RJ, com mais de 5 mil participantes esperados. Em 2025, no Fórum Brasil-China de Comércio e Turismo foram anunciados R$ 27 bilhões em investimentos chineses.
Monitoramento de combustíveis

Diante do prolongamento do conflito no Oriente Médio, o Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis. A iniciativa intensifica a análise das cadeias globais de suprimento de derivados de petróleo, da logística nacional e dos preços, em articulação com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e agentes do setor.
Investigação de preços
O objetivo é identificar rapidamente riscos ao abastecimento e coordenar medidas para preservar a segurança energética. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) enviou ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando investigação sobre aumentos recentes nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados (Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) e no Distrito Federal.
Contexto dos reajustes
Representantes de sindicatos informaram que as distribuidoras elevaram os preços para os postos sob justificativa da alta internacional do petróleo associada ao conflito. Apesar da alta do petróleo, a Petrobras não anunciou aumento nos preços de suas refinarias. Os aumentos relatados chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 na gasolina em alguns estados.
Pacote emergencial

O presidente Lula assinou nesta última quinta-feira, 12 um pacote de medidas para conter os efeitos da alta internacional do petróleo sobre o preço do diesel, causada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pelo fechamento parcial do Estreito de Ormuz. As ações incluem a edição de Medida Provisória e decretos presidenciais para zerar tributos federais, criar subvenção e reforçar a fiscalização.
Alívio de R$ 0,64
O decreto presidencial zera as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel, eliminando os únicos tributos federais incidentes e reduzindo o preço em R$ 0,32 por litro. Já a Medida Provisória (MP) 1340 de 2026 prevê subvenção de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores, que deverá ser repassada ao consumidor. Somadas, as medidas podem gerar alívio de R$ 0,64 por litro nas bombas. A MP também cria imposto de exportação sobre petróleo como medida regulatória para estimular o refino interno e garantir o abastecimento.
Fiscalização e apelo aos governadores
A MP amplia ainda os instrumentos da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para coibir práticas como aumento abusivo de preços e retenção especulativa de estoques. Outro decreto obriga os postos a informar claramente a redução de tributos. O presidente Lula fez um apelo aos governadores para que reduzam o Imposto sobre Comércio, Mercadorias e Serviços (ICMS), visando ampliar o alívio.
OCDE destaca Brasil

O Brasil alcançou o melhor desempenho da história no índice “OURData” da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que avalia a efetividade das políticas governamentais de dados abertos. Com 0,70 ponto em uma escala de 0 a 1, o país obteve a 8ª melhor nota entre 41 nações, sendo o melhor país na América Latina e superando países como Reino Unido e Canadá.
Dimensões avaliadas
O índice analisa três pilares: disponibilidade em que o país alcançou a nota 0,78, acessibilidade e suporte ao reuso, com notas 0,74 e 0,57 respectivamente. Todos acima da média da entidade. No pilar disponibilidade, o Brasil ficou em 3º lugar mundial. O portal brasileiro de dados abertos reúne mais de 15 mil conjuntos de dados, um crescimento de 50% entre 2022 e 2025, com mais de 100 mil usuários.
Protagonismo internacional
Para o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que o resultado comprova o avanço do Brasil na agenda de transparência. Em 2026, o país assumiu a co-presidência da Parceria para Governo Aberto (OGP), iniciativa global com 73 países.
STF nega mandado para criação da CPI do Master

O deputado federal Rodrigo Sobral Rollemberg (PSB-DF) impetrou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por suposta omissão na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes na relação entre o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB).
Decisão
O ministro Cristiano Zanin, relator do mandado de segurança, negou fundamentando que o mandado de segurança exige prova pré-constituída e inequívoca do ato omissivo, o que não foi demonstrado. O curto lapso temporal, aproximadamente um mês, e a existência de controvérsia sobre outros requerimentos de CPI com objeto semelhante, não esclarecida nos autos, impedem a caracterização de “resistência pessoal” da autoridade, sendo vedada dilação probatória na via mandamental.
Prerrogativa e limites
Zanin reconheceu que a criação de CPIs é prerrogativa das minorias parlamentares, mas ressaltou que a instalação deve observar o regimento interno, o número de comissões em funcionamento e a ordem dos pedidos. Determinou, contudo, que a decisão seja comunicada ao presidente da Câmara para que adote as providências cabíveis à luz da Constituição e do regimento, sem prejuízo de futura análise se configurada omissão injustificada.
OAB pede sigilo

O conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, solicitando providências para preservar o sigilo das comunicações entre advogados e clientes no âmbito da Operação Compliance Zero.
Fundamentação legal
A OAB ressalta que, mesmo quando localizadas em dispositivos de investigados, as comunicações entre advogado e cliente devem permanecer protegidas pelo sigilo profissional e pelo regime de confidencialidade inerente à defesa técnica. O ofício cita a Constituição Federal e o Estatuto da Advocacia para defender a inviolabilidade dessas comunicações como garantia essencial ao devido processo legal e ao equilíbrio processual.
Providências solicitadas
A Ordem requer que sejam adotadas medidas para: desentranhar dos autos elementos obtidos sem observância das prerrogativas da advocacia; apurar o vazamento de informações protegidas por sigilo; e assegurar a inviolabilidade das comunicações entre Daniel Vorcaro (preso) e seus advogados no ambiente prisional, evitando gravação ou monitoramento.
Recorde do agro em fevereiro

Em fevereiro de 2026, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram R$ 63,5 bilhões, o melhor resultado da história para o mês, representando 45,8% das vendas externas do país. O crescimento de 7,4% sobre fevereiro de 2025 foi impulsionado pelo avanço de 9% no volume exportado, compensando a retração de 1,5% nos preços médios internacionais.
Exportações em alta
A China liderou as compras, com R$ 19 bilhões e 30,5% de participação, seguida pela União Europeia com R$ 9,5 bi e Estados Unidos com R$ 4,2 bi. Além da China, os destaques foram Vietnã, que importou R$ 2 bi, e Índia R$ 1,9 bi. No setor, o complexo soja respondeu por R$ 19,9 bi, seguido das proteínas animais por R$ 14,2 bi e do café por R$ 5,9 bi.
Destinos e setores
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, atribuiu o resultado ao aumento da oferta e à confiança no agro brasileiro. O secretário Luís Rua destacou as 544 novas aberturas de mercado desde 2023 como fruto da agenda de negociações internacionais.
FPA pede B17

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) encaminhou na última quarta, 11, carta aberta aos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, da Casa Civil, Rui Costa, e a ANP, solicitando a elevação do percentual obrigatório de biodiesel no diesel de 16% para 17%. O documento, elaborado por entidades do agronegócio, defende que a medida reduz a dependência brasileira da importação de diesel — cerca de 30% do consumo — e fortalece cadeias produtivas nacionais.
Segurança energética
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o país precisa aproveitar seu potencial produtivo para ampliar a geração de energia a partir do agro. Lupion destacou que o Brasil é potência em energia renovável e que o B17 estimula a indústria nacional.
Guerra e dependência
A discussão ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que provoca volatilidade no mercado de petróleo. A vice-presidente da FPA no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), alertou que o Brasil importa quase 90% dos fertilizantes e 30% do diesel, tornando o setor produtivo sensível a crises internacionais. Para a senadora e ex-ministra da Agricultura, ampliar o biodiesel reduz vulnerabilidades, fortalece a produção renovável e gera renda no campo.























