MATO GROSSO

É BÍBLICO

Baixinha Geraldelli relaciona volta do sarampo a “falta de amor no coração”

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A vereadora Baixinha Geraldelli (Solidariedade) voltou a causar polêmica durante a sessão da Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (7), ao comentar o retorno dos casos de sarampo em Mato Grosso. Em vez de cobrar ações do poder público, a parlamentar surpreendeu ao atribuir o avanço da doença a motivos religiosos, afirmando que o surto seria um “cumprimento bíblico” e que “a culpa não é só da Saúde”.

Durante sua fala no plenário, Baixinha disse que as Escrituras já previam o surgimento de enfermidades como o sarampo, sugerindo que a causa estaria ligada à falta de fé e ao comportamento das pessoas. “Quem lê a Bíblia sabe que essas doenças iam acontecer. O problema é a falta de amor no coração”, declarou a vereadora, arrancando reações divididas entre os colegas e o público presente.

A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais, com críticas de internautas e especialistas em saúde pública, que consideraram a declaração um retrocesso em meio aos esforços para ampliar a vacinação e combater a desinformação sobre o sarampo — doença que voltou a preocupar o país após anos de erradicação.

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Na ocasião, a vereadora causou alvoroço ao afirmar que o retorno de doenças como o sarampo não é apenas um problema de saúde pública. “A culpa é da Saúde? Não, não é só da Saúde, a culpa é nossa! … Não adianta culpar prefeito, vereador, seja quem for. Já veio uma pandemia e está vindo outra. Por quê? Porque a maioria não tem amor no coração, só quer destruir o próximo, a ganância fala mais alto”, declarou, em tom de pregação.

A fala, carregada de conotação religiosa, dividiu opiniões entre os colegas e despertou críticas nas redes sociais, especialmente por surgir em meio à preocupação com os baixos índices de vacinação infantil em Cuiabá. Embora a capital ainda não tenha registrado casos confirmados de sarampo em 2025, os números acendem o alerta: a primeira dose da vacina para crianças de 1 ano atinge apenas 80,27%, enquanto a segunda dose, aplicada entre 1 e 3 anos, chega a apenas 56,07%, bem abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

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Especialistas alertam que a queda na cobertura vacinal abre espaço para o retorno de doenças já erradicadas e reforçam que fatores religiosos ou morais não podem substituir políticas públicas de prevenção e imunização.

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