Longe de ficar restrita ao centro, a economia de Várzea Grande começa a ganhar novos “corações” espalhados pelos bairros — e isso já impacta diretamente a geração de empregos. Nos últimos anos, regiões antes vistas como periféricas passaram a concentrar comércio, serviços e oportunidades, impulsionadas principalmente pelo avanço dos chamados bairros planejados.
Os números confirmam esse movimento. Em pouco mais de uma década, o total de trabalhadores com carteira assinada saltou de cerca de 39 mil para mais de 60 mil na cidade. O crescimento expressivo mostra que não é só o número de vagas que aumentou — elas também estão mais distribuídas, acompanhando a expansão urbana.
Esse novo desenho econômico fica evidente em bairros como Cristo Rei, que viu o número de empregos formais mais que triplicar em menos de dez anos. Já o Jardim dos Estados desponta como uma das regiões mais promissoras, com crescimento constante e atração de novos negócios.
A explicação passa por uma transformação silenciosa, mas poderosa: a criação de novos polos comerciais fora do eixo tradicional. Com mais moradores, infraestrutura e serviços próximos, esses bairros acabam puxando supermercados, restaurantes, clínicas e uma série de empreendimentos que movimentam a economia local.
É nesse cenário que surgem novos projetos, como o bairro planejado Vila Mercedes, que promete acelerar ainda mais esse processo na região do Jardim dos Estados. A expectativa é de que o entorno se torne um dos pontos mais ativos da cidade nos próximos anos, tanto em comércio quanto na geração de empregos.
Esse avanço acompanha o próprio crescimento econômico do município. Em poucos anos, o Produto Interno Bruto de Várzea Grande deu um salto significativo, consolidando a cidade como uma das mais fortes de Mato Grosso — agora, com uma economia cada vez menos concentrada e mais espalhada por seus bairros.
































